quinta-feira, 29 de abril de 2010

BolamaI chama /aquele que ama

I

BOLAMA
CHAMA
QUELE QUE AMA
NO FUNDO DA SUA ALMA!

II

FARÃ MATOS
GEROU SANTOS
EM MATOS
DENSOS DE ARBUSTOS
E SEGUNDO OS CONTOS
JÁ REMOTOS,
CUMPRIU TODOS OS PRECEITOS
DA SUA COMUNIDADE,
DA SUA SOCIEDADE
E DEPOIS, PARTIU, COM MUITA SAUDADE
PARA UM OUTRO MUNDO DA FELICIDADE,
OUDA INFELICIDADE
E DA ETERNIDADE.

III

PREGADO
NO MUNDO
DO LODO,
O SENHOR NDO,
ESTÁ ACTUALMENTE DIVAGANDO
À DEMANDA DE UM MODO
MAIS MAIS JUSTO ,
MAIS RECTO,
MAIS CORRECTO
E MAIS BEM DEFENIDO.

IV

EM CADA MOMENTO,
EM CADA LUGAR,
EM CADA LOCAL,
PROCURO UM QUINTAL
MAIS FAMALIAR

V

ONDE EFECTIVAMENTE EXISTO
COMO UM SUJEITO
APTO
PARA RESPONDER O CHAMAMENTO
DA PROVIDÊNCIA
NA EXIGÊNCIA
DA NOSSA PRÓPRI
EXISTÊNCIA.

VI

NA ESPAN,
PROCUREI UM " DIVAN"
E SENTEI-ME ´DEFRONTE DE UMA MÁQUINA
QUE ME ENSINA
À PROCURAR A MINHA SINA
HUMANA
E DIVINA.

VII

NELA,
ESPREITO NA JANELA
E VEJO A ESTRELA
QUE ME ILUMINA
A FAINA
DIÚRNA
E NOCTURNA.

VIII

SOU UM PAJEM
AINDA VIRGEM,
APESAR DE JÁ SER UM HOMEM
QUE ESTÁ EM VIAGEM
SEM PARAGEM
PARA À OUTRA MARGEM
ENTRE O HOJE E O ONTEM
ONDE OS OUTROS SE DIVERTEM.

ESCOLA SEC/3 PADRE ALBERTO NETO, 29 DE ABRIL DE 2010

MATTOS (NDO)

sexta-feira, 5 de março de 2010

QUANDO A SOLIDÃO DOMINA O CORAÇÃO DO CIDADÃO NDO

Na noite fria e chuvosa,
nenhuma conversa
se ouve de nenhum lado,
Apenas o eco do teclado
De um minúsculo computador
que tenta suavizar a dor
De um homem
Que já não sabe o que é viver
E apenas tenta sobreviver
Com ajuda de cada palavra,
Com ajuda de cada imagem
 Que adora e idolatra!

 II
Oh! Que sonho
sem caminho
Risonho
Que eu tenho
E, pelo qual, eu definho!
III
Quando a mana chegar
E me perguntar
Pelo mano,
Apenas abano
A cabeça
E nada respondo,

Evitando
De tudo
O que me entristeça
Sobre a minha própria raça!
IV
A noite
É mais forte
Do que o dia,
Porque este irradia
A sua luz
E não existe o capuz !
V
A noite é escura
E tudo empurra
Para a negrura,
Para a aventura
Para a maldade,
Para iniquidade
De cada individualidade!
VI
Eu não dou,
Porque não estou,
Nem sou
O que a noite atiçou,
O que a noite fabricou
E alimentou!
VI
Como queria
Ter alegria
No seio da minha família!
 Ter algo ou alguém
Que alivia
A melancolia
Deste homem,
Permitundo,
Facultando
A atenção,
A compreensão
E a união
como uma grande lição
Da nossa civilização!
VII
Oh! Como a festa
Arrasta
Àquele que não presta,
Nem tão pouco luta
Por algo justo,
Correcto
E perfeito
Para cada sujeito,
Para o seu semelhante
No seu embate!
VIII
O amor
Deve ser o teor
E o tema em cada lar
Em particular,
Para que haja a grande
Amizade,
Fraternidade
E solidariedade
Na sociedade!
IX
A criança
É  a lavanca
E a peça
Fundamental
Onde se entronca
A esperança
Mesmo daquele que vive
Numa barraca
Como eu,
Que chove
Torrencialmente,
Porque não tenho "chapéu "

P.CITY (SEXTA- FEIRA, 23H23M), 05 DE MARÇO DE 2010.


                                                                              MATTOS ( NDO )
                                   
Como eu e sem segurança

















                      

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BolamaI chama /aquele que ama

I
Quando anoitece,
A mim parece
Que algo acontece,
o que faz com que a minha face
Se entristece.
Assim,
Faço a prece
Para que não chegue ao fim,
E, de novo, tudo comece...
II
Bolama,
Terra que alguém ama,
Mas que a Natureza desarma
Para que não continue e desfrutar a chama
Que desde o nascimento usufruia
Com muita alegria,
Em harmonia
Com a sua família.
III
Tenho muita saudade
Da minha querida Bolama;
Tenho muita saudade
Da salubridade
Daquela bela cidade,
A antiga capital do país
Dos meus pais,
De Farã Matos e de Nhanha
E também minha,
Que se chama
Na actualidade
Guiné - Bissau.

IV

Oh! Que saudade,
Da minha mocidade,
Da minha ingenuidade!
lembro-me vagamente
Do curral,
Do quintal
De Quínara,
De Kantoma,
De Bodjol,
De Bolama,
Sob aquele ardente
E abrasador sol!

Escola Alberto Neto(Queluz- Belas) 08 de Fevereiro de 2010

MATTOS (NDO)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SENHOR CRIADOR

SENHOR CRIADOR,
MEU PROTECTOR,
LEVAI-ME DE NOVO
PARA O MEU TERRENO,
PARA A MINHA TOCA,
À MINHA BARRACA!
I
Sou um homem
De e com a fé;
Acredito
Naquilo que eu sinto;
Tenho uma crença,
Tenho força
Da esperança ;
Rezo todos os dias
E peço a Deus
Que livre os meus filhos
De maus trilhos,
Dos meus caminhos,
De más companhias,
De maus vícios!

II

Hoje,
Bem longe
Do meu querido
Filho
Que completa
Os seus dezassete anos de vida!
Digo apenas:
Obrigado, meu Deus
Por tudo o que me deste!
A tua protecção,
É uma grande benção
Como pai-mãe!
III

O meu filho desobedece-me;
Já não cumpre as minhas ordens!
Está noutroS caminhos!
A todos os dias,
Meu Deus,
Peço-lhe,
Imploro-lhe
Que tire,
Que afaste
O meu filho
Do caminho
Do mal,
Do caminho do vício!

COVILHÃ, 14 DE FEVEREIRO DE 2009 (SÁ)

MATTOS (NDO )

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A MINHA FÊMEA, A MINHA GÊMEA

I
A minha fêmea,
A minha gêmea,
A redea
Cristalina,
Fina,
A cena
À tona,
À vista,
Tão bonita,
Bela,
Singela
É a minha fêmea,
É a minha gêmea!
II
A sua energia
É a magia
Da minha existência,
Da minha independência
Como pessoa humana
Tentando viver da forma digna.
III
Natty,
Sem ti,
Não sei que fazer,
Não sei viver.
IV
Amo-te
Como nunca amei na vida!
Espero, brevemente ,
Estar na sua companhia,
Na sua alegria.
V
Baby
Natty,
I love
You
Very ,
Very
Much!
You
Are
My life« Covilhã, 07 de Fevereiro de 2009. MATTOS ( NDO )