terça-feira, 30 de agosto de 2011
A BARBA /BRANCA /DO MEU BABA/ DA TRIBO MANJACA
I
Sereno
No seu sono,
Acomoda-se no destino
Que Deus
Quis reservá-lo
No solo
Lusitano,
Este menino
Africano.
II
Como o meu baba,
Deixo Crescer
A barba,
Para parecer
A do soba
Daquela tabanca
Da etnia manjaca,
Toda branca
E o cabelo idêntico
A de um manjaco.
III
Pensativo,
Apreensivo
Em relação
Aos problemas
Do seu povo,
Pega na sua caneta
E relata
O que lhe encanta
Da terra recôndita,
Que, há mais de cinquenta
Anos
O viu nascer
E crescer entre outros meninos.
IV
Hoje
Bem longe
Dessa
Maravilhosa
Terra,
Quínara,
A saudade
Despedaça
A força
Imensa
Da sua alma,
Sobretudo
Daquela outra cidade
Chamada Bolama,
Com o tronco
Do manjaco
De Pelundo,
A raiz
Onde toda a gente
Se sente
Feliz.
V
Escrevo
O que adoça
O meu espírito,
O que tranquiliza
A minha mente
De tanto
Aperto
Do meu peito,
Em cada momento
Que levo
E vivo
Tristemente!
VI
Escrevo
Para afugentar
As minhas mágoas,
As minhas tristezas.
No entanto, me atrevo
A cada dia
Que passa,
Lutar
Com mais ousadia,
Com mais força
Perante o cerco
Das Finanças,
Porque sou o filho manjaco.
PV CITY(4ª), 17 DE AGOSTO DE 2011~
MATTOS (NDO )
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
ALILI LI/SUMA CATCHU/ NA MON DI MININUS!
I
Nas mãos daqueles que têm paixão,
Que têm coração,
Que têm compaixão,
Está o menino Ndo.
II
Fazem dele
O que querem,
O que entendem.
II
Não há
Voltas a dar,
Não há
Nenhuma alternativa.
IV
O prognóstico
Previamente
Reservado
Ao manjaco
Chamado
Ndo.
V
Deus
Quis
Que assim fosse
O meu destino,
O deste menino!
VI
Enquanto
Tiver
Folgo
E viver,
Folgo
No encanto,
No canto
Que a Providência
Me concede
Na vivência
Desta sociedade,
Desta humanidade.
VII
Os familiares
E amigos
Se afastaram,
Porque não encontraram
Benesses,
Nem regos
Em que pudessem trazer
Ou colher
Benefícios,
Ou negócios,
Nem tão pouco artifícios
E ofícios.
VIII
O mundo ruiu
Sobre o mundo
Que construiu,
O corolário
Do sacrifício
Levado durante
Muitos anos
No seu subconsciente
Por entre os oceanos!
IX
Tão pequenino
E insignificante,
Vai marchando
Pachorrentamente(paulatinamente)
Por entre brechas
E brechas
À procura
Do seu bem-estar,
Numa palavra,
À sua sobrevivência
Para suportar
A violência
Por entre os que restam
Dos que lhe amam.
X
O fim do mês
Que, de quando
Em vez,
Que vem surgindo,
Nada mais traz
Como a paz.
XI
O vinte e três
Vem e passa rapidamente
Sem me aperceber
Da sua chegada,
Da sua vinda
Alegre e pungente
Como já não sou um ser.
XII
É tudo
Estranho,
Quando nada fica
Do sonho
Da tribo manjaca,
Da geração "bantumbi"!
Nem sequer a barraca !
PRIOR VELHO(RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE 137- 2º DTº), O3 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO )
Nas mãos daqueles que têm paixão,
Que têm coração,
Que têm compaixão,
Está o menino Ndo.
II
Fazem dele
O que querem,
O que entendem.
II
Não há
Voltas a dar,
Não há
Nenhuma alternativa.
IV
O prognóstico
Previamente
Reservado
Ao manjaco
Chamado
Ndo.
V
Deus
Quis
Que assim fosse
O meu destino,
O deste menino!
VI
Enquanto
Tiver
Folgo
E viver,
Folgo
No encanto,
No canto
Que a Providência
Me concede
Na vivência
Desta sociedade,
Desta humanidade.
VII
Os familiares
E amigos
Se afastaram,
Porque não encontraram
Benesses,
Nem regos
Em que pudessem trazer
Ou colher
Benefícios,
Ou negócios,
Nem tão pouco artifícios
E ofícios.
VIII
O mundo ruiu
Sobre o mundo
Que construiu,
O corolário
Do sacrifício
Levado durante
Muitos anos
No seu subconsciente
Por entre os oceanos!
IX
Tão pequenino
E insignificante,
Vai marchando
Pachorrentamente(paulatinamente)
Por entre brechas
E brechas
À procura
Do seu bem-estar,
Numa palavra,
À sua sobrevivência
Para suportar
A violência
Por entre os que restam
Dos que lhe amam.
X
O fim do mês
Que, de quando
Em vez,
Que vem surgindo,
Nada mais traz
Como a paz.
XI
O vinte e três
Vem e passa rapidamente
Sem me aperceber
Da sua chegada,
Da sua vinda
Alegre e pungente
Como já não sou um ser.
XII
É tudo
Estranho,
Quando nada fica
Do sonho
Da tribo manjaca,
Da geração "bantumbi"!
Nem sequer a barraca !
PRIOR VELHO(RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE 137- 2º DTº), O3 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO )