segunda-feira, 6 de agosto de 2012
OS HORRORES/DOS MILITARES/,OS "NOSSOS" ABUTRES/
I
Que legitimidade
Têm os miliares
Para a formação
Da dita " UNIDADE NACIONAL E DE TRANSIÇÃO"
Indigna-me muito quando um estado falhado, como o da Guiné- Bissau, é representado por um bando de indivíduos armados!
É uma vergonha, o meu país estar nesse estado! Os militares humilham-nos como bons filhos dessa Nação. Sinto um grande vazio, um silêncio pelo sacrifício de todos aqueles que pugnaram para a construção e dignificação de um estado de direito, para a independência e a libertação total da nossa terra! Sinto um grande vazio pelo estado que não nos orgulha, que não nos representa legitimamente neste instante, neste momento!
A Comunidade Internacional deve proteger o povo da Guiné-Bissau, que está refém dos bandidos militares, o estado que está, há mais de três décadas órfão!
A Comunidade Internacional deve exigir a reposição da ordem institucional e obrigar os golpistas a proceder a libertação imediata e incondicional do presidente interino e do primeiro ministro e vencedor das últimas eleições presidenciais, respectivamente, o Dr. Raimundo Pereira e o Sr. Carlos Gomes Júnior e os demais presos políticos nessa situação.
Eu,pessoalmente, pergunto: O porquê do golpe de estado? Que situações tão prementes obrigaram esses bandos de militares a subverter a legalidade Constitucional? Os pretextos dos golpistas sobre militares angolanos no País, não têm fundamentos , pois, existe órgão ou existem orgãos próprios e legítimos onde este assunto possa ser debatido e resolvido, como por exemplo, no Parlamento, na Assembleia da República, onde estão representados os legítimos mandatários do Povo e da Nação.
Os militares não estão representados no Parlamento guineense, pelo menos, o que eu saiba, mas sim, nos quarteis, nas casernas, cabendo-lhes a função de defender a integridade territorial de qualquer invasão estrangeira.
Homens falhados como eu, não têm o direito de fazer com que os outros compatriotas também falhem e sofram ao longo da História da Guiné-Bissau, sobretudo nos últimos trinta e poucos anos . Os militares ao longo desse tempo têm feito golpes de estados e sempre têm defendido que nada pretendiam, que nada queriam em termos políticos e que o seu lugar era no quartel. Mas, o que temos vindo a assistir é a emiscuidade entre militares e políticos. Só se diferem pelo uniforme, pelas palavras, mas não nos atos.
Porquê que os políticos não debateram a quetão dos militares angolanos no Parlamento?!Porquê que agora, depois das eleições, melhor dito, depois dos resultados das eleições presidenciais é que este assunto veio à baila, `a tona? Como se justifica este golpe de estado tão absurdo e triste? Por que não houve diálogo, conversações antes desse período eleitoral? Pode-se concluir, que houve cumplicidade entre militares e políticos representados no Parlamento, CONCRETAMENTE, OS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS DO SR. CARLOS GOMES JÚNIOR NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES.
Estou muito indignado com a dabandada (confusão) na Guiné-Bissau.
A Comunidade Internacional não deve consentir, permitir que a impunidade seja a normalidade, a legalidade na sociedade guineense ou que a impunidade continue a ser a normalidade na consciência colectiva guineense.
Nós, o povo da Guiné-Bissau, a nossa arma, é o voto nas urnas, nas eleições. É o povo que elege os seus representantes legítimos na Assembleia da República, no Parlamento. O povo não reconhece o poder dos militares politicamente, mas sim,os seus defensores dos ataques exteriores dos inimigos. O povo está a sofrer muito e já sofreu o bastante. Já chega, basta de sofrimento dos inocentes.
A democracia é a essência da existência da Pátria contemporânea. Se a escolhemos desde 1994, essa forma de governo, esse pluralismo político para o aperfeiçoamento da democracia participativa, temos que continuar a apostar nela.
Os guineenses querem demonstrar o seu desagrado, o seu repúdio por tudo o que tem estado a acontecer nos últimos tempos na Guiné-Bissau. A razão pela qual, vão promover uma marcha pacífica a nível internacional contra as barbaridades e ilegalidades perpetradas pelos militares e políticos fantoches , sobretudo com os políticos que participaram nas últimas eleições. Não devemos tolerar as constantes e sucessivas violações dos Direitos fundamentais do Homem.
Queremos que a nossa voz seja ouvida internacionalmente, denunciando tudo o que está a acontecer presentemente no nosso País. "Tolerância zero", como dizia o Ministro dos Negócios Estangeiros português, Dr. Paulo Portas.
A Comunidade Internacional deve ser implacável nas sanções a atribuir aos autores do golpe estado último. É absurdo o tal governo de Transição, uma vez que as instituições legais estavam a funcionar em pleno. A título de exemplo, todos os funcionários já recebiam os seus salários no final de cada mês. Coisa que não se verificava nos governos anteriores( digo, refiro-me ao governo deposto do sr. Carlos Gomes Júnior.)Com a ajuda da Comunidade Internacional, a carência alimentar tinha sido atenuada.
Os militares que eu apelido de "abutres", devem ser definitivamente banidos de uma vez por todas da emiscuidade nas questões políticas e,acantonados nos quarteis. Só assim,a Guiné-Bissau pode inserir-se na senda do desenvolvimento e do progresso social.
O ser humano
Deve ser o pano
De fundo
Das preocupações de todo
O mundo.
Viva a Guiné-Bissau democrática!
Abaixo o governo de Transição!
Abaixo os militares,
Os abutres
E causas das dores!
Viva o diálogo!
PV CITY,(SEXTA FEIRA), 20 DE ABRIL DE 2012
MATTOS ( NDO )
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