segunda-feira, 6 de agosto de 2012

0S MILITARES DA GUINÉ-BISSAU

I Os militares Que nos dão Com um pau, São os autênticos Abutres, Sintoma(sinal) da podridão Da Nação. II A minha Guiné Cai outra vez Nas mãos De um outro ditador, António Injai, O chefe das Forças Armadas À semelhança de tantos outros ditadores Que já passaram nesta nação. III Guiné "densan", Nacim Bathi Djampsan, Pnani Guiné Thi unor Parce que babukul Anor, Alabatha! IV Babuque Baboque Aluque! Pelunde Alabatha! Baboque, Caliquisse Pcisse, Adja aquesse! M,pada, Babanda, Fulacunda, Aiunth Kakanda Aiunth Pluque! V Guetchaque Baboque Blingue: -Teme, -Betame, -Kanhobe,, -Lompath, -Benhanth, -Kanouh, -Beniche, Cachobar, -Utiacor, -Pandim, -Utcunhe, -Karronkan -Begudjan, -Ptchman, -Caió, -Timath -Pepal, -Becucuth, -Becul, -Beniche, - Kapol, -Badjopi, -Bará, -Bliquisse, -Tculame, Etc., etc. .... V O povo Grita Por um objetivo: A paz completa, A liberdade, Contra a tirania, A arbitrariedade, Dos militares E de certas personalidades, Abutres Da democracia. VI As lágrimas Não cessam De verter nos olhos De bons filhos Da Guiné- Bissau, Por causa Dos traumas Que os militares Provocam, Dos crimes, tormentos E sofrimentos Que perpetuam; Daquela Bala Projetada por Ansumane Mané " Balancula Mané" e Por todos os militares.! VII Ó Mamã Guiné! Por que chora Sempre o seu filho? Quem nos trama? Quem nos tramou? Ansumane Mané? Nino Vieira? Tagma Nauwie? Verissimo Seabra? Quem nos enganou E nos colocou No entulho? VIII Será que nós não somos Filhos legítimos De Deus? O sol não brilha Tanto para nós Como para os outros?! IX Não temos Os mesmos Direitos Dos outros sujeitos? O direito À liberdade, À felicidade, À justiça E ao progresso?! X Quem são os militares Que desta vez, Pegaram em armas, Em vez De diálogio, E derrubaram O governo legítimo Do sr. Carlos Gomes Júnior?! XI Anseiam O poder Pelo poder, Sem nada saber, Sem nada conhecer E conceber, Para pura e simplemente , Fazer Sofrer O ser , O seu semelhante!!! PV CITY, 17 DE ABRIL DE 2012 MATTOS ( NDO )

A LUTA/DO POETA/ DA GAVETA/

I Choro Pelo que procuro E não encontro. Um grande malogro Em cada poro Onde respiro O ar puro. II Sou um poeta Que luta Diariamente Para tirar definitivamente Da gaveta Toda a escrita Já remota. III Mas como Chamo, Como O meu amo Anónimo Para este rumo? IV A mentira Absorve Aquela criatura Que vive Acorrentado Pela dor Do amor. V Os filhos enccontraram Um próprio Abrigo Para o aconchego Do calor e do frio E já não se lembram Do pai Que vai Caindo dia Após dia. VI Aquela Senhora Bela, Que fora O meu grande amor Outrora, É hoje, A minha grande dor; Longe Do que, ontem, imaginara! PV. CITY(DO- 14H45M), 05 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

UMA MESA CHEIA/, NENHUMA PONTA/ESTAVA VAZIA!/A MESA ESTAVA REPLETA/


I
A alegria
Espontanea,
Instantanea,
No seio da hipocrisia,
Vivemos momentos
Divertidos,
Fantásticos!

PARTO/SATISFEITO

I Parto Satisfeito, Feliz Deste país, Para o outro mundo, Encantado, Se deixar Os meus filhos Preparados Para esta vida! II Como A rir, Quando Chegar À minha vez De partir, Vendo Os meus filhos Felizes E bem orientados Para enfrentar Os desafios Do Mundo! III A minha preocupação Maior, É o amor Ao meu redor, Querendo com isto dizer, Em relação Àqueles que ainda enfrentam O desafio de inquietude, Da juventude, Da adolescência! Refiro, concretamente ao António, Ao Khally! Lisboa, 13 de Janeiro de 2012 MATTOS (NDO)

O PESO DURO/DE SER NEGRO/

I

Logo de manhã,
Meio acordado,
Meio adormecido,
Lá vai o menino
"NDO",
Lutando
Com o seu destino
Tão maligno
E quase já em nada sonha!

II

Em direcção à Escola,
De Queluz,
DOnde a janela
Ainda se lhe abre,
Do casaco se cobre,
Munido do seu sabre
Da luz
E da sua mente
Ainda brilhante,
Vai dando algum contributo
A cada semelhante
Ainda na fase de desenvolvimento.

III
O que sofro
Como negro,
É do peso tão duro
Que carrego
Como castigo
De Deus,
Ou dos meus
Parentes
Espalhados pelos quatro continentes.

IV

Melhor dito,
O meu sofrimento
Terá a ver com o que tenho
Feito
Em cada momento,
Por cada caminho
Que percorro
Com erro?
V
O estigma
Do filho de Bolama,
Estará relacionado
Com a minha cor,
Com o meu suor,
Ou que Deus
Me teria destinado
De lés a lés?

VI

O meu refúgio,
E um benefício
Para o meu ofício,
Recusado o ócio
como o vício,
Como o contágio
Do prestígio
De cada ser como um génio?

VII
Sem afecto,
Sem tecto,
Tento
Em cada momento,
O rejuvenescimento
Moral,
Físico e intelectual.

VIII
A Câmara
De Loures
Ignora
Tantas dores
De vários familiares
Sem lares,
No que concerne à habitação,
Para não falar de alimentação!

IX
Eu, filho de Bolama,
Sou a principal vítima,
Àquele que a Câmara
Algema,
Empurra
Para fora!
"Chuta" para o lixo!
Atira
Para baixo
Sem pidade,
Nem humanidade!

X

A Câmara
Me "chuta"
Para Prohabita!
Tenho que encontrar,
Procurar
A alternativa habitacional
Em qualquer local;
Não importa
Como,nem aonde!
Só me saconde
Dali do Prior Velho!
Tenho que encontrar
O meu próprio trilho,
Eu que sou tão velho!

XI

Como se costuma dizer
Na minha terra, Bolama,
Seja o que Deus quiser!
Vou com a chama
Vindo de Kantoma,
Vindo de Pelundo,
Vindo
D



O AMOR AOS FILHOS

I Na caneta Que me encanta, A ferramenta Que me levanta, Que me ergue Do fosso Profundo, Escrevo Cada verso, Porque devo, Em homenagem Ao amor Aos meus filhos! II A eles, Que nada deixo Quando morrer, A minha palavra De honra, De ternura E de bravura, Por terem aturado Esta criança chamada Ndo, Esta criatura tão difícil e conturbada! III A vida, Feita De ninharias, De alegrias E de tristezas, Eu apregoo As esperanças, Mesmo nas incertezas Em cada desafio, Em cada batalha Que se trava No dia A dia Da nossa existência Humana. IV Perdoem Os meus crassos Erros Não intencionais E casuais. V Eu bem quis Educar-vos Coveniente E humanamente. Se falhei No que planeei, Peço-vos Que me perdoem. VI A intenção Era boa, Mas,as circunstâncias E as vicissitudes Foram outras. Não foram favoráveis, E, consequentemente, Falhei, Quedei! VII É a lei divina Na espera Humana, Que impera Em cada ação Do ser humano, De cada cidadão No seu quotidiano. VIII Amo os meus filhos No fundo Do meu coração. Eles fazem-me viver cada dia. IX A dor Passa, Quando falo, Quando escrevo Sobre os meus filhos. X Duka, Sammy, Lucy, Khally, Kelcy, Lually, Ruth, Helénio, Amo-vos Muito. Autocarro(de Odivelas ou do Prior Velho- 6ª-feira, às 15h30), 13 DE JANEIRO DE 2012 MATTOS (NDO)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

AS MINHAS MANAS/ SÃO HEROÍNAS/ NOCTURNAS

I

São elas,
Belas,
Elegantes,
Atraentes,
Lá vão elas
À labuta,
À conquista
Do pão
De cada
Dia.

II

Levantam-se
Bem cedo
Ao raiar
Do dia,
Isto é,
Saem de noite
E só voltam à noite!

III

São heroínas
As minhas manas
Africanas,
Americanas
E tantas outras dignas
Desse nome,
Desse desse cognome.

IV

Mulheres,
Seres
Que nos deram
Ao mundo,
Participando
Na construção,
Na dignificação
Da condição
Humana,
Na dignidade
Da humanidade.

VI
Rendo
A Homenagem
A coragem
Das mulheres
Nas torres
De todo
O mundo.

VII

Nas manhãs
Friorentas,
Chuvosas,
Quentes,
Nebulosas,
Elas levantam-se
E correm à procura
Do primeiro autocarro
Que as levam
Até aos seus diversos locais de trabalho,
Não temendo tantos perigos que possam encontrar
Pelo caminho.

VIII
São heroínas
Como hienas
Nas matas densas
Africanas,
Americanas,
Asiáticas
Ou nas encostas
Europeias .

PV CITY(SEXTA-FEIRA), 23 DE DEZEMBRO DE 2011.

MATTOS (NDO)