segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O DESEMPREGO/,O FOGO/ DO ESTÔMAGO/
I
O mês
De Setembro
É tão duro
Pelos seus pontapés
Àqueles
Que sentem nas suas peles
O efeito
Do desemprego
O sofrimento,
O aperto
Do estômago
Que atinge todo o amâgo.
O fogo,
Um estrago
Que pode causar um grande perigo.
II
Não é fácil
recoradar o mês
De Setembro,
Por mil
E uma razões
Que causam aos corações
Que pensam nas suas rações.
III
Estou mais uma vez
Este mês,
Sem um "pês"!
O revés
De quem fez
Projectos,
De quem fez
Planos concretos.
IV
Um professor
Com compromissos
Pessoais,
Familiares
E profissionais,
Professor
Que não tem nada promissor,
Contando sempre com retrocessos.
V
Renda
Por pagar,
Sem nada
Ganhar,
Sem nada
Beneficiar!
As dívidas a aumentar!
VI
Os livros
Dos filhos
Por comprar!
O que fazer?
Como viver
Sem um único euro
Em cada dia!
O carro
Estacionado na garagem,
Porque não há dinheiro
Para cada viagem,
Pois, o combustível,
É caro;
Pois não é possível
Pelo preço,
Pois, o bolso
É escasso.
Rua de Moçambique(LOTE 139/140- 6º dtº-2ª feira- 14h30), 17 de Setembro de 2012.
MATTOS (NDO)
PARTO/SATISFEITO
I
Parto
Satisfeito,
Feliz
Deste país
Para o outro mundo,
Encantado,
Se deixar
O s meus filhos
Preparados.
II
Como
A rir,
Quando
Durmo,
Como
Quando
Chegar
A minha vez
De partir,
Vendo
Os meus flhos
Felizes
E bem orientados
Pra enfrentar
Os desafios
Da vida
Deste mundo.
III
Este era o meu desjo
A beira do Tejo.
No entanto,
Parto
Sem nada puder deixar-lhes,
Porque a vida
Extorquiu tudo
O que tinha conquistado,
Tudo o que tinha conseguido.
IV
Hoje,
Bem longe
Do que planeara,
Do que projectara,
Nada me resta
Deste Planeta,
Senão a tinta
Que ainda
Está
Espalhada
Pela gaveta
De cada
Casa
Onde se habita,
Onde se paga a renda
Bem cara.
V
As poesias,
Os poemas
Deste poeta
Besta,
Deste poeta
Pateta
Que a malta
Detesta,
Porque as suas notícias
Não transmitem os reais problemas
Contemporâneos,
Principalmente a dos seus conterrâneos.
AUTOCARRO 750, (- 6ª FEIRA,17H50), 13 de JANEIRO DE 2012
MATTOS ( NDO)
AMOR AOS FILHOS
I
Na caneta
Que me encanta,
A ferramenta
Que me levanta,
Que me ergue
Do fosso
Profundo,
Escrevo cada verso
Em homenagem
Ao amor que tenho
Pelos meus filhos!
II
A eles,
Que nada
Deixo
Quando morrer,
A minha palavra
De honra,
De ternura
E de bravura,
Por terem aturado
Esta criartura
Tão difícil e conturbado.
III
A vida
Que é feita
De ninharias,
De alegrias
E de tristezas,
Eu apregoo
Esperanças,
Mesmo nas incertezas
Em cada desafio,
Em cada batalha
Que se trava
No dia
A dia
Da nossa existência
Humana.
IV
Peço-lhes que perdoem
Os meus crassos
Erros,
Quer intencionais
Quer casuais.
V
Filhos, eu bem quis
Educar-vos
Conveniente
E humanamente.
Se falhei
No que planeei,
Peço-vos
Que me perdoem!
VI
A intenção,
Era boa,
Mas,a acção,
As circunstâncias
E as vicissitudes
Foram outras.
Não foram favoráveis
E,consequentemente,
Falhei,
Quedei
redondamente!
VII
É a lei divina
Na esfera humana,
Que impera
Em cada acção
Do ser humano,
Na dura
Realização
De cada ser
No seu sacrifício quotidiano,
A fim de poder
Viver
VIII
Amo os meus filhos
No fundo
Do meu coração.
Eles me fazem
Viver
O dia
A dia,
Mesmo com empecilhos.
IX
A dor
Passa,
Quando
Escrevo,
Quando
Falo
Dos meus filhos,
Porque eles constituem o meu amor.
X
Duka,
Sammy,
Lucy,
Khally,
Kelcy,
Rutty(Ruth),
Lually,
Lenuka,
Helénio,
Amo-vos!
PV CITY(6ª FEIRA, 15H30), 13 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
Dos meus filhos
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
MESMO IMERSO/ NO FOSSO/, QUASE PRESO/...
I
Jesus Cristo,
Com o seu sofrimento
E padecimento
Pelos pecadores,
Transmitiu aos seus seguidores
O amor
Do suor
NOs caminhos
De Espinhos.
II
A cada dia que passa,
O menino NDO reza
Para que a luz surja
No fundo do túnel
Para todos
Os que lhe são queridos,
Para que todos
Encontrem o caminho
Do do amor e da paz.
III
O amor
É a luz
Que ilumina
As mentes
Tristes
E sem consolo.
IV
Há mais de doze anos
Que estou atravessando oceanos
À procura da estabilidade,
À demanda da felicidade,
Mas em debalde,
Nada nem ninguém me atende,
Nada vem ao meu socorro,
Nada vem ao meu encontro..
V
Aos meus filhos,
A todos,
sem excepção,
Nos vossos trilhos,
Todos
Estão no meu coração:
Helénio,
Neuzanda,
Yorna,
Khalifane,
Ruth
E Kelcy.
VI
Que Deus vos acompanhe
Em cada dia,
Livrando-vos
Dos vícios,
Dos infortúnios,
Das desgraças
Em todas as praças.
VII
Estou quase a sair
Desta casa,
Para uma outra casa...!
Deus quis
Que esse fosse o meu destino,
Que é próprio de um humano.
PV CITY(3ª-FEIRA- 01:03), 21DE AGOSTO DE 2012
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A CHAMA/ APAGOU-SE/;O QUE SE AMA/, ECLIPSOU-SE/
I
A era
Oitenta,
Alguém ostenta
Como uma mira;
O estudo
Para depois vir a ser
Um bom marido,
Uma boa mulher;
Ter
Uma boa mulher
E ter
Filhos
Alegres
E felizes
E nos bons caminhos!
II
Afinal,
Era apenas
Um sonho
Risonho,
Que o filho
De Nha
Nhanha
Tinha
Para o trilho!
III
Sou
O filho de Farã
Mattos,
Sobrinho
De Baticã,
Que não vê o resultado
Do seu sacrifício,
Nem tão pouco
é amado
Por aqueles que muito ama.
IV
Sou um sonso
Porque tudo o que penso,
Tem a ver com cada caso,
Com cada indivíduo
No seu trabalho árduo,
Sem prejuízo.
V
Sou um sonhador
Que trabalha
Todos os dias ,
Mas que está sempre teso,
Sem um único " peso"
No bolso.
VI
Os dias passam
Depois do vinte e três,
E até ao fim do mês,
Os poucos que que sobejam,
Não dão para comprar o passe social
E nada de mal...,
Porque já é me habitual.
PV CITY(14H30M- 4ª-FEIRA),08 DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
FAÇA CALOR/ OU FRIO/,NEM O BRIO/NEM TÃOPOUCO O AMOR/!
I
O conto
Sem acento,
No acontecimento
Como o argumento
Directo
No assunto
Do momento
Que alguém aceita
Como certo.
II
As noites
Tristes
Constantes
Que perturbam as mentes
Dormentes
E deprimentes,
Dos sujeitos
Em diversas partes
Continuam a (enfernar?)
Aqueles
Que estão
Perdidamente
Apaixonados!
III
O calor
Tem o valor
No amor:
Incomoda
A vida
Regrada
Dos casais
Onde já não existe
O fogo,
A paixão,
O diálogo,
A compreensão.
IV
O que existe
Actualmente,
Não é o amor,
Mas sim a compaixão,
Não a paixão,
Mas a pena
De alguém que não abandona
Alguém que ainda apaixona.
V
O frio
Devia ser o fio
Condutor
Do amor,
Aconchego,
Sossego
Num casal
Com algum sal.
VI
Mas no caso
Concreto
Deste
Conto,
Não existe
Mais laço
Que fecunde
E o torne
Mais coeso
E se transforme
Numa eternidade.
VII
O que existia,
Já não tem simpatia
Da senhora
Que outrora
Me amara
Lá na terra!
PV CITY, O3 DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTSO ( NDO )
SONHO COM CHOROS E RISOS
I
Os meus sonhos
São terríveis!
Sonho com os que já partiram
Deste mundo
Para um outro mundo
Desconhecido.
II
Estes
Queridos
Que partiram
E deixaram-me
Neste mundo
Estranho
Para o menino Ndo.
III
O meu baba,
O meu tio
Mamarú,
A minha tia
Babepebul,
Minhas madrastas
Chakú,
Babemecente(Bamecente)
E muitas outras pessoas
Da minha família.
IV
Sonhos
Que me fazem
Umas vezes,
Feliz,
Outras vezes,
Infeliz.
V
Esta forma de sonhar,
Acontece com todas as pessoas,
Pois, isso representa
A vivência,
A experiência,
A evidência
Da existência,
Que vem desde a infância.
VI
E eu, não sou o único
Neste percurso
Tão peculiar
E tão individual;
O manjaco
Neste vasto
Universo,
Onde cada sujeito
Se aninha
E, assim, se sonha!
PV CITY, 11DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
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