I
Nas mãos daqueles que têm paixão,
Que têm coração,
Que têm compaixão,
Está o menino Ndo.
II
Fazem dele
O que querem,
O que entendem.
II
Não há
Voltas a dar,
Não há
Nenhuma alternativa.
IV
O prognóstico
Previamente
Reservado
Ao manjaco
Chamado
Ndo.
V
Deus
Quis
Que assim fosse
O meu destino,
O deste menino!
VI
Enquanto
Tiver
Folgo
E viver,
Folgo
No encanto,
No canto
Que a Providência
Me concede
Na vivência
Desta sociedade,
Desta humanidade.
VII
Os familiares
E amigos
Se afastaram,
Porque não encontraram
Benesses,
Nem regos
Em que pudessem trazer
Ou colher
Benefícios,
Ou negócios,
Nem tão pouco artifícios
E ofícios.
VIII
O mundo ruiu
Sobre o mundo
Que construiu,
O corolário
Do sacrifício
Levado durante
Muitos anos
No seu subconsciente
Por entre os oceanos!
IX
Tão pequenino
E insignificante,
Vai marchando
Pachorrentamente(paulatinamente)
Por entre brechas
E brechas
À procura
Do seu bem-estar,
Numa palavra,
À sua sobrevivência
Para suportar
A violência
Por entre os que restam
Dos que lhe amam.
X
O fim do mês
Que, de quando
Em vez,
Que vem surgindo,
Nada mais traz
Como a paz.
XI
O vinte e três
Vem e passa rapidamente
Sem me aperceber
Da sua chegada,
Da sua vinda
Alegre e pungente
Como já não sou um ser.
XII
É tudo
Estranho,
Quando nada fica
Do sonho
Da tribo manjaca,
Da geração "bantumbi"!
Nem sequer a barraca !
PRIOR VELHO(RUA DE MOÇAMBIQUE, LOTE 137- 2º DTº), O3 DE AGOSTO DE 2011-
MATTOS (NDO )
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
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