segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O QUE O DINHEIRO FAZ !

I Filho do mato, Filho de Farã Mattos E de Tymanane, O destino quis Sempre que não fosse feliz, Mas permitiu Que ainda continuasse A viver, Embora continuase A sofrer. II É o preço do dinheiro, Aquele elemento tão raro Que enloquece as pessoas, Aquele elemento que constitui as mágoas De cada criatura Nesta Terra! III O dinheiro, É o viveiro, O cerne Que torna perene O amor, Mas que também um factor Da dor Em cada lar, Em cada lugar. III O dinheiro Fez-me um peregrino Africano Nas terras europeias, As teias Que me prendem há vários anos Entre os vários oceanos. IV O dinheiro Fez-me prisioneiro, Por que quero Que o mundo inteiro Tenha um verdadeiro Tesouro Em cada (seu )viveiro. V O dinheiro, Fez-me cativeiro, Um mero Passageiro Terrestre Que pretendia Ser alegre Em cada dia Entre os seus Antes de chegar aos Céus! VI O dinheiro Que pulula, Que circula Como estrela Em cada vila, Em cada cidade, Em cada viela E em cada sociedade, Fazendo progredir os Estados Em todos Os lados, É um mal necessário, O mercúrio Que cura As infecções Ds Nações, Afastando-as da ira E da guerra, Levando-as a senda do senso E do progresso, Mas que, muitas das vezes, Imbuidas dos seus próprios interesses, Se desviam desse desiderato, Desse propósito. VII O dinheiro Faz jovial Cavaleiro, Pugnar pelo essencial Até à morte Pelo que sente, Sobretudo pelo amor Que nutre por uma dama Que ama Ao seu redor. VIII O dinheiro Resolve os problemas, Mas também traz traumas Que podem resultar em estigmas Irreparáveis Duma família, Duma sociedade E conflitos no mundo inteiro. IX Oh! Se o dinheiro Pudesee fazer-me mensageiro Da paz no mundo inteiro, Seria um felizardo Encantado Neste planalto À beira mar plantado! Um homem satisfeito, Perfeito E completo! X Se o dinheiro Trouxesse a perfeição Em cada cidadão, Não haveria A fome, A pobreza, A tristeza, A injustiça Em cada espécime Humano, Neste mundo Conturbado; Não haveria Mais grego ou beltrano Na indignação Ou manifestação; O mundo seria Um canteiro Porreiro De alívio E de convívio! XI O dinheiro Que me faz satisfeito Mas sempre insatisfeito, Porque eu quero E quero Mais E nada é demais, Entre os racionais! XII O dinheiro, O dinheiro! Com ele Ou sem ele, Este idealista, Este poeta Embarca E estica Cada Vez mais A corda Para um mundo melhor E cheio de amor, E não da dor Como o que está vivendo Neste momento! PV CITY (3ª FEIRA- 06H25 MINUTOS), 27 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

UM SONHO DE QUALQUER PAI !

I O sentimento geral, De um pai em particular, É que os filhos voem, É que os filhos salvem, É que os filhos se libertem, Se soltem E sejam senhores Dos seus destinos, Que sejam donos Dos seus narizes, Isto é,mesmo nos momentos de crises, Sejam capazes. II Todos os dias, Peço a Deus Que os livre De maus caminhos Nos seus desempenhos! III Eu sonhava muito alto No desenvolvimento De cada rebento, O que constitui o meu fruto, Isto é, o produto Do meu real e verdadeiro trabalho, Isto é, no crescimento De cada filho, À razão principal por que batalho E peço a Deus que cada um oiça o meu conselho. IV O meu simples e humilde conselho, É que cada um oiça a palavra do velho, Esse que está vivendo no Prior Velho, Bairro onde pululam vários vícios: A vadiagem, o banditismo, A droga, o alcoolismo, A prostituição, Isto é,o sítio Propício A tudo o que é a aberração, A tudo o que é anormal, A tudo o que é desvitual. V A minha rica filha Ao meu querido filho, Peço-vos a moderação E a ponderação Sobre a vida, Sobre a vossa caminhada! VI Não tenho nada Para os meus filhos, Mas queria que, pelo menos, Que a minha palavra Fosse ouvida Por eles; Que a minha palavra Fosse seguida Por eles; Que seguissem O meu conselho; Que estudassem, Que vencessem E tivessem Brilho Na vida! VII Da ascensão À queda Não quero nada, Senão a melhor situação Daqueles que tanto amo; Daqueles que que eu tanto estimo. VIII De todas as formas de luta, De tanto que o sr. Ndo labuta, Cada vez mais a vida É-lhe ingrata, Nada De prenda! Tudo é-lhe madrata, Tudo lhe afasta De tudo o que seja festa Ou boda! IX Deixei a construção, Porque ela foi sempre a minha preocupação, Porque ela foi sempre a minha frustração, Sendo a principal razão, Da minha grande regressão! X Oh! Quando os outros riem E brincam! Oh! Quando os outros se divertem E dançam! Oh! Quando os outros comem E bebem! Oh! Como os outros se perdem No grande amaranhado do deserto, No grande desencanto, Se preocupem! Se definhem! XI Termina o ano lectivo, Mas, nada de novo Para a minha querida filha! Nada de novo Para o meu querido filho! Tantos anos no mesmo ano E(não) nada sei qual o destino Tão maligno Reservado à minha filha! Três ou mais anos consecutivos No mesmo ano, Isto é, concluir o ensino Secundário Como os outros! Todos os colegas já estão na faculdade Ou já estão a concluir o ensino universitário, E ela, ainda pesiste com a dificuldade de concluir o secundário! O que vem a ser isso? Eu acho, que isso, Eu não o mereço, Porque todos os dias, Eu rezo Para que Deus livre os meus filhos do fosso! XII De quem é a culpa Aqui na Europa? De tudo fiz Para educar, De tudo fiz Para ensinar Aos meus filhos para o sucesso, Mas, só encontro o insucesso, O fracasso! O insucesso Sou eu próprio? Talvez sim, Talvez não Saiba os educar(educá-los) Convenientemente; Talvez não saiba ensinar E mostrar Aos meus filhos os caminhos, Os meios, as vias para o sucesso! XIII O meu filho começou Muito bem o ensino básico Com notas muito elevadas! Concluiu o 5º ano de escolaridade com notas excelentes! Este ano lectivo de 2003/2004, foi um desastre , um desaire no António! Desde o pimeiro até o terceiro período,o menino António tem vindo a deteriorar-se em termos de rendimento escolar. Todos os professores gostavam dele E este ano, todos se queixaram amargamente do seu comportamento E, consequentemente, Do rendimento escolar do menino ANTÓNIO! O António tem tido mau comportamento não só na escola, como na casa do próprio pai. XIV O menino António Concluiu o primeiro ciclo brilhantemente, porque porque ele teve a chance que a minha filha Neuzanda não teve, porque esteve nos mais conceituados colégios do país, desde os seus seis meses de idade ou menos. Tenho que procurar o porquê da regressão por parte do menino António! O António, como a irmã, Neuzanda tem-me escondido os testes negativos recebidos na escola. A irmã enganou-me duranet muitos anos com o namorado no bairro. Um namorado que ela própria escreveu no seu diário, que não gosta(gostava)dela e só a quer na cama. Onde estão os males? Donde vêm? Onde estão os vícios ou donde vieram? Está tudo perdido? Acho que não e tenho que ter a esperança! XV Netos de Farã Mattos, Binetos de Khalifane, Não podem baixar as cabeças e os braços ! Têm que ter mais força, Têm que ter mais a esperança E pôr na mente, Que tudo é possível Desde que haja a vontade, Desde que haja a perseverança, Desde que haja a persistência! XVI Aos meus filhos, Aos meus queridos filhos, Espero que haja a luz No fundo do túnel! Amén! Amén! Amén! PV CITY( SÁBADO), 31 DE JULHO DE 2004. MATTOS (NDO)