segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O QUE O DINHEIRO FAZ !

I Filho do mato, Filho de Farã Mattos E de Tymanane, O destino quis Sempre que não fosse feliz, Mas permitiu Que ainda continuasse A viver, Embora continuase A sofrer. II É o preço do dinheiro, Aquele elemento tão raro Que enloquece as pessoas, Aquele elemento que constitui as mágoas De cada criatura Nesta Terra! III O dinheiro, É o viveiro, O cerne Que torna perene O amor, Mas que também um factor Da dor Em cada lar, Em cada lugar. III O dinheiro Fez-me um peregrino Africano Nas terras europeias, As teias Que me prendem há vários anos Entre os vários oceanos. IV O dinheiro Fez-me prisioneiro, Por que quero Que o mundo inteiro Tenha um verdadeiro Tesouro Em cada (seu )viveiro. V O dinheiro, Fez-me cativeiro, Um mero Passageiro Terrestre Que pretendia Ser alegre Em cada dia Entre os seus Antes de chegar aos Céus! VI O dinheiro Que pulula, Que circula Como estrela Em cada vila, Em cada cidade, Em cada viela E em cada sociedade, Fazendo progredir os Estados Em todos Os lados, É um mal necessário, O mercúrio Que cura As infecções Ds Nações, Afastando-as da ira E da guerra, Levando-as a senda do senso E do progresso, Mas que, muitas das vezes, Imbuidas dos seus próprios interesses, Se desviam desse desiderato, Desse propósito. VII O dinheiro Faz jovial Cavaleiro, Pugnar pelo essencial Até à morte Pelo que sente, Sobretudo pelo amor Que nutre por uma dama Que ama Ao seu redor. VIII O dinheiro Resolve os problemas, Mas também traz traumas Que podem resultar em estigmas Irreparáveis Duma família, Duma sociedade E conflitos no mundo inteiro. IX Oh! Se o dinheiro Pudesee fazer-me mensageiro Da paz no mundo inteiro, Seria um felizardo Encantado Neste planalto À beira mar plantado! Um homem satisfeito, Perfeito E completo! X Se o dinheiro Trouxesse a perfeição Em cada cidadão, Não haveria A fome, A pobreza, A tristeza, A injustiça Em cada espécime Humano, Neste mundo Conturbado; Não haveria Mais grego ou beltrano Na indignação Ou manifestação; O mundo seria Um canteiro Porreiro De alívio E de convívio! XI O dinheiro Que me faz satisfeito Mas sempre insatisfeito, Porque eu quero E quero Mais E nada é demais, Entre os racionais! XII O dinheiro, O dinheiro! Com ele Ou sem ele, Este idealista, Este poeta Embarca E estica Cada Vez mais A corda Para um mundo melhor E cheio de amor, E não da dor Como o que está vivendo Neste momento! PV CITY (3ª FEIRA- 06H25 MINUTOS), 27 DE NOVEMBRO DE 2012. MATTOS (NDO)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

UM SONHO DE QUALQUER PAI !

I O sentimento geral, De um pai em particular, É que os filhos voem, É que os filhos salvem, É que os filhos se libertem, Se soltem E sejam senhores Dos seus destinos, Que sejam donos Dos seus narizes, Isto é,mesmo nos momentos de crises, Sejam capazes. II Todos os dias, Peço a Deus Que os livre De maus caminhos Nos seus desempenhos! III Eu sonhava muito alto No desenvolvimento De cada rebento, O que constitui o meu fruto, Isto é, o produto Do meu real e verdadeiro trabalho, Isto é, no crescimento De cada filho, À razão principal por que batalho E peço a Deus que cada um oiça o meu conselho. IV O meu simples e humilde conselho, É que cada um oiça a palavra do velho, Esse que está vivendo no Prior Velho, Bairro onde pululam vários vícios: A vadiagem, o banditismo, A droga, o alcoolismo, A prostituição, Isto é,o sítio Propício A tudo o que é a aberração, A tudo o que é anormal, A tudo o que é desvitual. V A minha rica filha Ao meu querido filho, Peço-vos a moderação E a ponderação Sobre a vida, Sobre a vossa caminhada! VI Não tenho nada Para os meus filhos, Mas queria que, pelo menos, Que a minha palavra Fosse ouvida Por eles; Que a minha palavra Fosse seguida Por eles; Que seguissem O meu conselho; Que estudassem, Que vencessem E tivessem Brilho Na vida! VII Da ascensão À queda Não quero nada, Senão a melhor situação Daqueles que tanto amo; Daqueles que que eu tanto estimo. VIII De todas as formas de luta, De tanto que o sr. Ndo labuta, Cada vez mais a vida É-lhe ingrata, Nada De prenda! Tudo é-lhe madrata, Tudo lhe afasta De tudo o que seja festa Ou boda! IX Deixei a construção, Porque ela foi sempre a minha preocupação, Porque ela foi sempre a minha frustração, Sendo a principal razão, Da minha grande regressão! X Oh! Quando os outros riem E brincam! Oh! Quando os outros se divertem E dançam! Oh! Quando os outros comem E bebem! Oh! Como os outros se perdem No grande amaranhado do deserto, No grande desencanto, Se preocupem! Se definhem! XI Termina o ano lectivo, Mas, nada de novo Para a minha querida filha! Nada de novo Para o meu querido filho! Tantos anos no mesmo ano E(não) nada sei qual o destino Tão maligno Reservado à minha filha! Três ou mais anos consecutivos No mesmo ano, Isto é, concluir o ensino Secundário Como os outros! Todos os colegas já estão na faculdade Ou já estão a concluir o ensino universitário, E ela, ainda pesiste com a dificuldade de concluir o secundário! O que vem a ser isso? Eu acho, que isso, Eu não o mereço, Porque todos os dias, Eu rezo Para que Deus livre os meus filhos do fosso! XII De quem é a culpa Aqui na Europa? De tudo fiz Para educar, De tudo fiz Para ensinar Aos meus filhos para o sucesso, Mas, só encontro o insucesso, O fracasso! O insucesso Sou eu próprio? Talvez sim, Talvez não Saiba os educar(educá-los) Convenientemente; Talvez não saiba ensinar E mostrar Aos meus filhos os caminhos, Os meios, as vias para o sucesso! XIII O meu filho começou Muito bem o ensino básico Com notas muito elevadas! Concluiu o 5º ano de escolaridade com notas excelentes! Este ano lectivo de 2003/2004, foi um desastre , um desaire no António! Desde o pimeiro até o terceiro período,o menino António tem vindo a deteriorar-se em termos de rendimento escolar. Todos os professores gostavam dele E este ano, todos se queixaram amargamente do seu comportamento E, consequentemente, Do rendimento escolar do menino ANTÓNIO! O António tem tido mau comportamento não só na escola, como na casa do próprio pai. XIV O menino António Concluiu o primeiro ciclo brilhantemente, porque porque ele teve a chance que a minha filha Neuzanda não teve, porque esteve nos mais conceituados colégios do país, desde os seus seis meses de idade ou menos. Tenho que procurar o porquê da regressão por parte do menino António! O António, como a irmã, Neuzanda tem-me escondido os testes negativos recebidos na escola. A irmã enganou-me duranet muitos anos com o namorado no bairro. Um namorado que ela própria escreveu no seu diário, que não gosta(gostava)dela e só a quer na cama. Onde estão os males? Donde vêm? Onde estão os vícios ou donde vieram? Está tudo perdido? Acho que não e tenho que ter a esperança! XV Netos de Farã Mattos, Binetos de Khalifane, Não podem baixar as cabeças e os braços ! Têm que ter mais força, Têm que ter mais a esperança E pôr na mente, Que tudo é possível Desde que haja a vontade, Desde que haja a perseverança, Desde que haja a persistência! XVI Aos meus filhos, Aos meus queridos filhos, Espero que haja a luz No fundo do túnel! Amén! Amén! Amén! PV CITY( SÁBADO), 31 DE JULHO DE 2004. MATTOS (NDO)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

NEM PELO MENOS/, CADERNOS/, PUDE DAR AOS MEUS MENINOS/

I A vida Tem muitas Surpresas Que nos reserva A cada momento, A cada instante. II Não nos admira Que teremos Que passar Por alguns momentos Menos confortáveis, Mais incómodos E preocupantes. III Temos Que estar Preparados Para tudo, Para o que der E vier. IV A nossa situação É bastantye Alarmante, Preocupantes, Pois, estamos "Despidos" De tudo. V Dependemos Neste momento, De terceiros, A minha mulher E eu. Estamos Todos, Desempregados E ainda Não estamos A beneficiar, A usufruir De bnenhum Apoio, De nenhum subsídio Por parte do Estado português! Temos duas lindas filhas(meninas), de 5 e 8 anos respectivamente.Não temos dinheiro para comprar materiais escolares pedidos pelos respectivos professores(professoras)para ambas. Os subsídios que o Estado d+á para as duas é de 53 euros apenas.Esta importância não dá para nada,nem para comprar material duma delas! Hoje, dia dezasseis do mês em curso, na caderneta da Caixa Geral de Depósitos da mãe delas, patenteou a parca quantia acima aludida por parte do Estado. O que fazer com essa quantia? Par aonde pegarO que posso comprar? O que posso dispensar que não seja imprescindível? Não temos pão,leite, açúcar, ovos, arroz, carne, peixe, fruta, fiambre, queijo,papel higiénico,guardanapos, etc, etc! Tudo escasseia nesta casa, inclusivé o próprio amor! Acrescido a esta situação,o problema do meu querido filho, Khalifane! No dia treze do mês em curso, graças aà acção e ben evolência de certas pessoa e de Deus,regressou à casa do pai, ainda que contrariada

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DÉCADA/DE VIDA/ ATRIBULADA/

I Sem saber De quem era Do que era, Tentei descer A fim de indagar , Indo tão devagar, II obra, Cuja placa mostra Por mais distraída Que a pessoa seja Pois, uma gigante placa ostentada Para que o cego veja:" "H.C.I, C.LDA OBRA LICENCIADA" III Dirigi-me a um senhor Chamado simplesmente Brandão: "Bom dia, por favor Senhor, Tenha condão De me in formar Se a Firma/Empresa Precisa De um Sub-Empreiteiro, É só me chamar Para trazer : Serventes, pedreiros ou carpinteiros. Servirei lealmenete a vossa empresa" IV Dia onze de Abril, O senhor Brandão aceitou A minha proposta! Ele foi tão gentil Que não recusou a proposta muigta simples e justa. V Então, dia doze de Abril , Levei três serventes: O sr. Candeias,, o nsr. Mário Mendes e o sr. Salá Mendes(este já febril no mês de Abril), Dizendo, apresentando-os ao sr. Brandão, dizendo apenas: " São estes senhores que trago para trabalhar para si e para sua empresa São estes senhores que me pede com toda a honra o sr. Brandão". VI Ã obra sita no aeroporto de Lisboa(Portela), A actual Nova Rede(Banco) O primeiro9 posto, A primeira parede , No meu rosto, O meu primeiro emprego Como patrão Para receber um tostão Depois de tanto desemprego !!! VII Hoje, arruinado, Ainda me lembro Como e de que modo O gtrabalho era duro!!! Mas estava tão entusiasmado Que nada podia deter A minha caminhada, Eu tão animado Do que acabo de ter!!! VIII A coragem, Não ér voragem, Não é a pelugem Dos que sempre fogem; Sou um homem De outra origem, Com outra miragem, Com outra focagem!!! LIOSBOA, 12 DE ABRIL DE 1999 RECORADANDO O 12 DE ABRIL DE 1989) dEZ ANOS VOLVIDOS cONTINUO POBRE E DESGRAÇADO E ENDIVIDADO!

PELA GUINÉ, SOU UM VARRIDO LOUCO

I Morrer Pela Pátria,, Em vez de morrer Na miséria, É um louvor, Porque qualquer Um, tem que ter Amor À terra natal No momento fatal. II Ó Guiné, Nada de sobras, Quando todos se vivem em sombras, Caminhando em instâncias Sóbrias!, Sobretudo com manobras DO P.A.I.G.C tão escuras. III Aqui e acolá, Em Bissau, Ouve-se amiudadamente, O som duma bala Ou de um atirador de pau! A cidade está imersa em dinamite. É a escuta constante E permanente! IV Irmãos D,outro lado, Vós sois cegos! Não vedes a verdade! Vós não sabeis distingui-la da mentira! Irmãos !, Façamos o nosso povo unido! Parais Com fogos, Evitais Perigos! Procurais A paz No que cada um faz; Procurais A felicidade, Procurais A tranquilidade, Procurais A Felicidade e a prosperidade Para todos os filhos da nossa terra! V Como escritor (Gostaria), Como poeta, Como humanista, Tenho o ódio e o rancor Daqueles que só pensam em matar, Daqueles que só pensam em torturar!!! VI O Nino, Quem sabe, O psicopata, Que já nada vê, Que já nada escuta, Só executa! Só mata!!! VII Ele só quer vencer, Não importa o preço!! Só ele merece viver!! Os outros, são votados ao desprezo!! A vida deles, Não tem importância, Porque eles, Desconhecem a luxúria e a extravagância!!! VIII De que ventre Tu, Grande Mestre, Vieste, Nasceste?! De(em) que mundo cresceste?! Não és condescente!! És um grande tigre E um grande abutre!!! IX Que Deus me perdoe, Por esta crueldade Em palavras e expressões. Que a algum amigo ou familar me perdoe, Pois, a qualquer um dói A acção deste homem de muita maldade! Homem comparado aos homens sem corações!!! X Tanto Pranto! Tanto Sofrimento Deste povo valente, Causado por Nino combatente!!!, Que pura e simpelsmente Nos ignora Na nossa terra, Dizendo:" Guerra É Guerra" LISBOA, 08 DE JULHO DE 1998. MATTOS(NDO)

O MENINO/ AFRICANO/

I Débil, Carenciado, Barrigudo, Rosto frouxo, Os olhos esbugalhados, A boca sedenta, O estômago faminto, O africano Desconhece A luxúria, Deconhece a diversão, Deconhece o lazer, Desconhece passatempos, Desconhece o termo" férias". II Os pais apoquentados, Preocupados Com o dia de amanhã, Orientam-se pelo nascer do sol, Orientam-se pelo luar, Orientam-se pelas marés, Orientam-se pelo pôr do sol, À procuram do sustento Para cada tecto. III É pelo sol Que chegam aos seus sossegos, Quando as crianças ainda dormitam Nas suas humildes casebres. Levanta-se bem cedo, O "homem grande" com o anzol E vai ao encontro dos seus amigos. Em conjunto caminham, Pescam E labutam Nas matas, nas florestas silvestres, Nas matas, nos campos agrestes E florestas silvestres. IV Caçam animais de toda a espécie, Caçam "chocas", perdizes e lebres, Mesmo que haja muito intempérie, Porque nunca se abdicam de serem homens livres. V No Huambo, Em pleno cacimbo, Onde se ouve amiudadamente O gemir da criança inocente, Criança abandonada, Vexada E humilhada. LISBOA, 4 DE JUNHO DE 1997. MATTOS (NDO)

A NUDEZ/, A ESTUPIDEZ/ COM A EMBRIAGUEZ/

I Dizem os sábios que: "Os benefícios Fazem Os dividendos Em todos Os estados E estádios" II Eu estou no estádio De regressão, Porque não atingi O pódio, A ambição De qualquer Ser, Um alibi Enquanto durou. III A tensão Impediu A progressão, A intenção Na cooperação Que se viu Entre dois países. IV O professor, O educador Que ignorou A dor Porque sempre amou. PV CITY(DOMINGO), 21 DE NOVEMBRO DE 2O10. MATTOS (NDO)

REGISTO / CADA ASSUNTO/

I

Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.

II

Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos,  arrasa.

III

O meu  filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..

IV

 A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.

Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!

   VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).

VII

Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.

VIII

Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!

IX

Peço todos os dias
A  Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E  o dê sorte,
Bem como a todos os meus!

X

Que  o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!

PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012

                                                                                    MATTOS (NDO)



REGISTO / CADA ASSUNTO/

I

Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.

II

Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos,  arrasa.

III

O meu  filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..

IV

 A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.

Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!

   VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).

VII

Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.

VIII

Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!

IX

Peço todos os dias
A  Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E  o dê sorte,
Bem como a todos os meus!

X

Que  o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!

PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012

                                                                                    MATTOS (NDO)



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O CANTO/INFINITO

I O homem Que mais nada Tem, Vivendo na onda Do vai-vem Da vida, Sem poder construir o seu próprio Império. II A janela Que se lhe fecha, Não lhe estimula, Não lhe abre nem sequer uma brecha Para seguir em fila E, assim lhe mancha O percurso E, consequentemente,lhe impede o sucesso/progresso. III Filho de Bolama Que procura Quem apenas o ama, Quem apenas o adora, Quem não o trama, Quem não o conspira E demonstra o amor verdadeiro, Quem o prova o amor sincero. IV Porque desde pequenino, Que conheceu O abandono De quem o concebeu, Quando deixou cair o pano E não o protegeu Do demónio, Deixando-o no infortúnio. V Quero trilhar O caminho de Camões, Para não baralhar Os inocentes corações Que sonham/sonhavam trabalhar Para a felicidade das suas populações, Concretizando um sonho no(do) mar, Sempre a remar. VI Vagueando pelo mundo Fora, À demanda do desconhecido, Pernoitou na cidade de Évora, Com o intuito de estudar tudo O que apoquenta cada criatura No seu íntimo, Pois, cada qual pretende saber o máximo. VII Saber o máximo Sobre o universo, Sobre o máximo de si mesmo, Para não ficar preso Do seu egoísmo/mutismo, Foi sempre o curso Que sempre inspirou o seu espírito Para desvendar o incógnito. VIII O mar nunca dantes navegado, Inspiração dos nossos antepassados Permitiu o nosso legado Histórico,graças aos nossos aventurados/destemidos Marinheiros do Sado Que partiram de Sagres Para muitos mares (deixando os seus lares). IX O meu canto Vai bem longe Para cada canto, Onde não se foge O que eu pessoalmente pugno e luto, Onde se elege O valor do respeito Da pessoa humana como um valor absoluto. X Camões, dai-me a força Em cada letra Que eu faça, Para construir uma palavra De esperança, Que cubra O espírito No pranto/desgosto. XI Satisfeito Com o que provém Do meu espírito/pensamento, Dirijo-me aos que me servem, Neste momento, Aos que de perto e de longe vivem, As minhas palavras de gratidão Como um humilde cidadão. XII As lides Das letras, Que vós vedes Nas minhas metáforas, São simples redes, As âncoras que me seguram, Que me amparam. XIII Não fujo As regras Do pejo E, assim, prossigo com garras Como o marujo A assegurar as armaduras Reluzentes Do barco,nas paragens distantes. PV CITY (SEXTA-FEIRA, 10H45), 12 DE OUTUBRO DE 2012. / MATTOS(NDO)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O DESEMPREGO/,O FOGO/ DO ESTÔMAGO/

I O mês De Setembro É tão duro Pelos seus pontapés Àqueles Que sentem nas suas peles O efeito Do desemprego O sofrimento, O aperto Do estômago Que atinge todo o amâgo. O fogo, Um estrago Que pode causar um grande perigo. II Não é fácil recoradar o mês De Setembro, Por mil E uma razões Que causam aos corações Que pensam nas suas rações. III Estou mais uma vez Este mês, Sem um "pês"! O revés De quem fez Projectos, De quem fez Planos concretos. IV Um professor Com compromissos Pessoais, Familiares E profissionais, Professor Que não tem nada promissor, Contando sempre com retrocessos. V Renda Por pagar, Sem nada Ganhar, Sem nada Beneficiar! As dívidas a aumentar! VI Os livros Dos filhos Por comprar! O que fazer? Como viver Sem um único euro Em cada dia! O carro Estacionado na garagem, Porque não há dinheiro Para cada viagem, Pois, o combustível, É caro; Pois não é possível Pelo preço, Pois, o bolso É escasso. Rua de Moçambique(LOTE 139/140- 6º dtº-2ª feira- 14h30), 17 de Setembro de 2012. MATTOS (NDO)

PARTO/SATISFEITO

I Parto Satisfeito, Feliz Deste país Para o outro mundo, Encantado, Se deixar O s meus filhos Preparados. II Como A rir, Quando Durmo, Como Quando Chegar A minha vez De partir, Vendo Os meus flhos Felizes E bem orientados Pra enfrentar Os desafios Da vida Deste mundo. III Este era o meu desjo A beira do Tejo. No entanto, Parto Sem nada puder deixar-lhes, Porque a vida Extorquiu tudo O que tinha conquistado, Tudo o que tinha conseguido. IV Hoje, Bem longe Do que planeara, Do que projectara, Nada me resta Deste Planeta, Senão a tinta Que ainda Está Espalhada Pela gaveta De cada Casa Onde se habita, Onde se paga a renda Bem cara. V As poesias, Os poemas Deste poeta Besta, Deste poeta Pateta Que a malta Detesta, Porque as suas notícias Não transmitem os reais problemas Contemporâneos, Principalmente a dos seus conterrâneos. AUTOCARRO 750, (- 6ª FEIRA,17H50), 13 de JANEIRO DE 2012 MATTOS ( NDO)

AMOR AOS FILHOS

I Na caneta Que me encanta, A ferramenta Que me levanta, Que me ergue Do fosso Profundo, Escrevo cada verso Em homenagem Ao amor que tenho Pelos meus filhos! II A eles, Que nada Deixo Quando morrer, A minha palavra De honra, De ternura E de bravura, Por terem aturado Esta criartura Tão difícil e conturbado. III A vida Que é feita De ninharias, De alegrias E de tristezas, Eu apregoo Esperanças, Mesmo nas incertezas Em cada desafio, Em cada batalha Que se trava No dia A dia Da nossa existência Humana. IV Peço-lhes que perdoem Os meus crassos Erros, Quer intencionais Quer casuais. V Filhos, eu bem quis Educar-vos Conveniente E humanamente. Se falhei No que planeei, Peço-vos Que me perdoem! VI A intenção, Era boa, Mas,a acção, As circunstâncias E as vicissitudes Foram outras. Não foram favoráveis E,consequentemente, Falhei, Quedei redondamente! VII É a lei divina Na esfera humana, Que impera Em cada acção Do ser humano, Na dura Realização De cada ser No seu sacrifício quotidiano, A fim de poder Viver VIII Amo os meus filhos No fundo Do meu coração. Eles me fazem Viver O dia A dia, Mesmo com empecilhos. IX A dor Passa, Quando Escrevo, Quando Falo Dos meus filhos, Porque eles constituem o meu amor. X Duka, Sammy, Lucy, Khally, Kelcy, Rutty(Ruth), Lually, Lenuka, Helénio, Amo-vos! PV CITY(6ª FEIRA, 15H30), 13 DE JANEIRO DE 2012. MATTOS (NDO) Dos meus filhos

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MESMO IMERSO/ NO FOSSO/, QUASE PRESO/...

I Jesus Cristo, Com o seu sofrimento E padecimento Pelos pecadores, Transmitiu aos seus seguidores O amor Do suor NOs caminhos De Espinhos. II A cada dia que passa, O menino NDO reza Para que a luz surja No fundo do túnel Para todos Os que lhe são queridos, Para que todos Encontrem o caminho Do do amor e da paz. III O amor É a luz Que ilumina As mentes Tristes E sem consolo. IV Há mais de doze anos Que estou atravessando oceanos À procura da estabilidade, À demanda da felicidade, Mas em debalde, Nada nem ninguém me atende, Nada vem ao meu socorro, Nada vem ao meu encontro.. V Aos meus filhos, A todos, sem excepção, Nos vossos trilhos, Todos Estão no meu coração: Helénio, Neuzanda, Yorna, Khalifane, Ruth E Kelcy. VI Que Deus vos acompanhe Em cada dia, Livrando-vos Dos vícios, Dos infortúnios, Das desgraças Em todas as praças. VII Estou quase a sair Desta casa, Para uma outra casa...! Deus quis Que esse fosse o meu destino, Que é próprio de um humano. PV CITY(3ª-FEIRA- 01:03), 21DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A CHAMA/ APAGOU-SE/;O QUE SE AMA/, ECLIPSOU-SE/

I A era Oitenta, Alguém ostenta Como uma mira; O estudo Para depois vir a ser Um bom marido, Uma boa mulher; Ter Uma boa mulher E ter Filhos Alegres E felizes E nos bons caminhos! II Afinal, Era apenas Um sonho Risonho, Que o filho De Nha Nhanha Tinha Para o trilho! III Sou O filho de Farã Mattos, Sobrinho De Baticã, Que não vê o resultado Do seu sacrifício, Nem tão pouco é amado Por aqueles que muito ama. IV Sou um sonso Porque tudo o que penso, Tem a ver com cada caso, Com cada indivíduo No seu trabalho árduo, Sem prejuízo. V Sou um sonhador Que trabalha Todos os dias , Mas que está sempre teso, Sem um único " peso" No bolso. VI Os dias passam Depois do vinte e três, E até ao fim do mês, Os poucos que que sobejam, Não dão para comprar o passe social E nada de mal..., Porque já é me habitual. PV CITY(14H30M- 4ª-FEIRA),08 DE FEVEREIRO DE 2012. MATTOS ( NDO )

FAÇA CALOR/ OU FRIO/,NEM O BRIO/NEM TÃOPOUCO O AMOR/!

I O conto Sem acento, No acontecimento Como o argumento Directo No assunto Do momento Que alguém aceita Como certo. II As noites Tristes Constantes Que perturbam as mentes Dormentes E deprimentes, Dos sujeitos Em diversas partes Continuam a (enfernar?) Aqueles Que estão Perdidamente Apaixonados! III O calor Tem o valor No amor: Incomoda A vida Regrada Dos casais Onde já não existe O fogo, A paixão, O diálogo, A compreensão. IV O que existe Actualmente, Não é o amor, Mas sim a compaixão, Não a paixão, Mas a pena De alguém que não abandona Alguém que ainda apaixona. V O frio Devia ser o fio Condutor Do amor, Aconchego, Sossego Num casal Com algum sal. VI Mas no caso Concreto Deste Conto, Não existe Mais laço Que fecunde E o torne Mais coeso E se transforme Numa eternidade. VII O que existia, Já não tem simpatia Da senhora Que outrora Me amara Lá na terra! PV CITY, O3 DE FEVEREIRO DE 2012. MATTSO ( NDO )

SONHO COM CHOROS E RISOS

I Os meus sonhos São terríveis! Sonho com os que já partiram Deste mundo Para um outro mundo Desconhecido. II Estes Queridos Que partiram E deixaram-me Neste mundo Estranho Para o menino Ndo. III O meu baba, O meu tio Mamarú, A minha tia Babepebul, Minhas madrastas Chakú, Babemecente(Bamecente) E muitas outras pessoas Da minha família. IV Sonhos Que me fazem Umas vezes, Feliz, Outras vezes, Infeliz. V Esta forma de sonhar, Acontece com todas as pessoas, Pois, isso representa A vivência, A experiência, A evidência Da existência, Que vem desde a infância. VI E eu, não sou o único Neste percurso Tão peculiar E tão individual; O manjaco Neste vasto Universo, Onde cada sujeito Se aninha E, assim, se sonha! PV CITY, 11DE FEVEREIRO DE 2012. MATTOS ( NDO )

A IMENSIDÃO/DA SOLIDÃO/

I Sentado, Deitado Ou de pé, Penso Na escrita, Na palavra, No verso Que me fará um grande poeta. II Poeta Sem nome, Sem traje, Sem uniforme E apenas uma caneta Com uma folha, Através dos quais trabalha Com prazer Para escrever Sobre a triste Sorte Deste Imigrante Que chegara Esta terra Como estudante. PV CITY, 10 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

OS HORRORES/DOS MILITARES/,OS "NOSSOS" ABUTRES/

I Que legitimidade Têm os miliares Para a formação Da dita " UNIDADE NACIONAL E DE TRANSIÇÃO" Indigna-me muito quando um estado falhado, como o da Guiné- Bissau, é representado por um bando de indivíduos armados! É uma vergonha, o meu país estar nesse estado! Os militares humilham-nos como bons filhos dessa Nação. Sinto um grande vazio, um silêncio pelo sacrifício de todos aqueles que pugnaram para a construção e dignificação de um estado de direito, para a independência e a libertação total da nossa terra! Sinto um grande vazio pelo estado que não nos orgulha, que não nos representa legitimamente neste instante, neste momento! A Comunidade Internacional deve proteger o povo da Guiné-Bissau, que está refém dos bandidos militares, o estado que está, há mais de três décadas órfão! A Comunidade Internacional deve exigir a reposição da ordem institucional e obrigar os golpistas a proceder a libertação imediata e incondicional do presidente interino e do primeiro ministro e vencedor das últimas eleições presidenciais, respectivamente, o Dr. Raimundo Pereira e o Sr. Carlos Gomes Júnior e os demais presos políticos nessa situação. Eu,pessoalmente, pergunto: O porquê do golpe de estado? Que situações tão prementes obrigaram esses bandos de militares a subverter a legalidade Constitucional? Os pretextos dos golpistas sobre militares angolanos no País, não têm fundamentos , pois, existe órgão ou existem orgãos próprios e legítimos onde este assunto possa ser debatido e resolvido, como por exemplo, no Parlamento, na Assembleia da República, onde estão representados os legítimos mandatários do Povo e da Nação. Os militares não estão representados no Parlamento guineense, pelo menos, o que eu saiba, mas sim, nos quarteis, nas casernas, cabendo-lhes a função de defender a integridade territorial de qualquer invasão estrangeira. Homens falhados como eu, não têm o direito de fazer com que os outros compatriotas também falhem e sofram ao longo da História da Guiné-Bissau, sobretudo nos últimos trinta e poucos anos . Os militares ao longo desse tempo têm feito golpes de estados e sempre têm defendido que nada pretendiam, que nada queriam em termos políticos e que o seu lugar era no quartel. Mas, o que temos vindo a assistir é a emiscuidade entre militares e políticos. Só se diferem pelo uniforme, pelas palavras, mas não nos atos. Porquê que os políticos não debateram a quetão dos militares angolanos no Parlamento?!Porquê que agora, depois das eleições, melhor dito, depois dos resultados das eleições presidenciais é que este assunto veio à baila, `a tona? Como se justifica este golpe de estado tão absurdo e triste? Por que não houve diálogo, conversações antes desse período eleitoral? Pode-se concluir, que houve cumplicidade entre militares e políticos representados no Parlamento, CONCRETAMENTE, OS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS DO SR. CARLOS GOMES JÚNIOR NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES. Estou muito indignado com a dabandada (confusão) na Guiné-Bissau. A Comunidade Internacional não deve consentir, permitir que a impunidade seja a normalidade, a legalidade na sociedade guineense ou que a impunidade continue a ser a normalidade na consciência colectiva guineense. Nós, o povo da Guiné-Bissau, a nossa arma, é o voto nas urnas, nas eleições. É o povo que elege os seus representantes legítimos na Assembleia da República, no Parlamento. O povo não reconhece o poder dos militares politicamente, mas sim,os seus defensores dos ataques exteriores dos inimigos. O povo está a sofrer muito e já sofreu o bastante. Já chega, basta de sofrimento dos inocentes. A democracia é a essência da existência da Pátria contemporânea. Se a escolhemos desde 1994, essa forma de governo, esse pluralismo político para o aperfeiçoamento da democracia participativa, temos que continuar a apostar nela. Os guineenses querem demonstrar o seu desagrado, o seu repúdio por tudo o que tem estado a acontecer nos últimos tempos na Guiné-Bissau. A razão pela qual, vão promover uma marcha pacífica a nível internacional contra as barbaridades e ilegalidades perpetradas pelos militares e políticos fantoches , sobretudo com os políticos que participaram nas últimas eleições. Não devemos tolerar as constantes e sucessivas violações dos Direitos fundamentais do Homem. Queremos que a nossa voz seja ouvida internacionalmente, denunciando tudo o que está a acontecer presentemente no nosso País. "Tolerância zero", como dizia o Ministro dos Negócios Estangeiros português, Dr. Paulo Portas. A Comunidade Internacional deve ser implacável nas sanções a atribuir aos autores do golpe estado último. É absurdo o tal governo de Transição, uma vez que as instituições legais estavam a funcionar em pleno. A título de exemplo, todos os funcionários já recebiam os seus salários no final de cada mês. Coisa que não se verificava nos governos anteriores( digo, refiro-me ao governo deposto do sr. Carlos Gomes Júnior.)Com a ajuda da Comunidade Internacional, a carência alimentar tinha sido atenuada. Os militares que eu apelido de "abutres", devem ser definitivamente banidos de uma vez por todas da emiscuidade nas questões políticas e,acantonados nos quarteis. Só assim,a Guiné-Bissau pode inserir-se na senda do desenvolvimento e do progresso social. O ser humano Deve ser o pano De fundo Das preocupações de todo O mundo. Viva a Guiné-Bissau democrática! Abaixo o governo de Transição! Abaixo os militares, Os abutres E causas das dores! Viva o diálogo! PV CITY,(SEXTA FEIRA), 20 DE ABRIL DE 2012 MATTOS ( NDO )

0S MILITARES DA GUINÉ-BISSAU

I Os militares Que nos dão Com um pau, São os autênticos Abutres, Sintoma(sinal) da podridão Da Nação. II A minha Guiné Cai outra vez Nas mãos De um outro ditador, António Injai, O chefe das Forças Armadas À semelhança de tantos outros ditadores Que já passaram nesta nação. III Guiné "densan", Nacim Bathi Djampsan, Pnani Guiné Thi unor Parce que babukul Anor, Alabatha! IV Babuque Baboque Aluque! Pelunde Alabatha! Baboque, Caliquisse Pcisse, Adja aquesse! M,pada, Babanda, Fulacunda, Aiunth Kakanda Aiunth Pluque! V Guetchaque Baboque Blingue: -Teme, -Betame, -Kanhobe,, -Lompath, -Benhanth, -Kanouh, -Beniche, Cachobar, -Utiacor, -Pandim, -Utcunhe, -Karronkan -Begudjan, -Ptchman, -Caió, -Timath -Pepal, -Becucuth, -Becul, -Beniche, - Kapol, -Badjopi, -Bará, -Bliquisse, -Tculame, Etc., etc. .... V O povo Grita Por um objetivo: A paz completa, A liberdade, Contra a tirania, A arbitrariedade, Dos militares E de certas personalidades, Abutres Da democracia. VI As lágrimas Não cessam De verter nos olhos De bons filhos Da Guiné- Bissau, Por causa Dos traumas Que os militares Provocam, Dos crimes, tormentos E sofrimentos Que perpetuam; Daquela Bala Projetada por Ansumane Mané " Balancula Mané" e Por todos os militares.! VII Ó Mamã Guiné! Por que chora Sempre o seu filho? Quem nos trama? Quem nos tramou? Ansumane Mané? Nino Vieira? Tagma Nauwie? Verissimo Seabra? Quem nos enganou E nos colocou No entulho? VIII Será que nós não somos Filhos legítimos De Deus? O sol não brilha Tanto para nós Como para os outros?! IX Não temos Os mesmos Direitos Dos outros sujeitos? O direito À liberdade, À felicidade, À justiça E ao progresso?! X Quem são os militares Que desta vez, Pegaram em armas, Em vez De diálogio, E derrubaram O governo legítimo Do sr. Carlos Gomes Júnior?! XI Anseiam O poder Pelo poder, Sem nada saber, Sem nada conhecer E conceber, Para pura e simplemente , Fazer Sofrer O ser , O seu semelhante!!! PV CITY, 17 DE ABRIL DE 2012 MATTOS ( NDO )

A LUTA/DO POETA/ DA GAVETA/

I Choro Pelo que procuro E não encontro. Um grande malogro Em cada poro Onde respiro O ar puro. II Sou um poeta Que luta Diariamente Para tirar definitivamente Da gaveta Toda a escrita Já remota. III Mas como Chamo, Como O meu amo Anónimo Para este rumo? IV A mentira Absorve Aquela criatura Que vive Acorrentado Pela dor Do amor. V Os filhos enccontraram Um próprio Abrigo Para o aconchego Do calor e do frio E já não se lembram Do pai Que vai Caindo dia Após dia. VI Aquela Senhora Bela, Que fora O meu grande amor Outrora, É hoje, A minha grande dor; Longe Do que, ontem, imaginara! PV. CITY(DO- 14H45M), 05 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

UMA MESA CHEIA/, NENHUMA PONTA/ESTAVA VAZIA!/A MESA ESTAVA REPLETA/


I
A alegria
Espontanea,
Instantanea,
No seio da hipocrisia,
Vivemos momentos
Divertidos,
Fantásticos!

PARTO/SATISFEITO

I Parto Satisfeito, Feliz Deste país, Para o outro mundo, Encantado, Se deixar Os meus filhos Preparados Para esta vida! II Como A rir, Quando Chegar À minha vez De partir, Vendo Os meus filhos Felizes E bem orientados Para enfrentar Os desafios Do Mundo! III A minha preocupação Maior, É o amor Ao meu redor, Querendo com isto dizer, Em relação Àqueles que ainda enfrentam O desafio de inquietude, Da juventude, Da adolescência! Refiro, concretamente ao António, Ao Khally! Lisboa, 13 de Janeiro de 2012 MATTOS (NDO)

O PESO DURO/DE SER NEGRO/

I

Logo de manhã,
Meio acordado,
Meio adormecido,
Lá vai o menino
"NDO",
Lutando
Com o seu destino
Tão maligno
E quase já em nada sonha!

II

Em direcção à Escola,
De Queluz,
DOnde a janela
Ainda se lhe abre,
Do casaco se cobre,
Munido do seu sabre
Da luz
E da sua mente
Ainda brilhante,
Vai dando algum contributo
A cada semelhante
Ainda na fase de desenvolvimento.

III
O que sofro
Como negro,
É do peso tão duro
Que carrego
Como castigo
De Deus,
Ou dos meus
Parentes
Espalhados pelos quatro continentes.

IV

Melhor dito,
O meu sofrimento
Terá a ver com o que tenho
Feito
Em cada momento,
Por cada caminho
Que percorro
Com erro?
V
O estigma
Do filho de Bolama,
Estará relacionado
Com a minha cor,
Com o meu suor,
Ou que Deus
Me teria destinado
De lés a lés?

VI

O meu refúgio,
E um benefício
Para o meu ofício,
Recusado o ócio
como o vício,
Como o contágio
Do prestígio
De cada ser como um génio?

VII
Sem afecto,
Sem tecto,
Tento
Em cada momento,
O rejuvenescimento
Moral,
Físico e intelectual.

VIII
A Câmara
De Loures
Ignora
Tantas dores
De vários familiares
Sem lares,
No que concerne à habitação,
Para não falar de alimentação!

IX
Eu, filho de Bolama,
Sou a principal vítima,
Àquele que a Câmara
Algema,
Empurra
Para fora!
"Chuta" para o lixo!
Atira
Para baixo
Sem pidade,
Nem humanidade!

X

A Câmara
Me "chuta"
Para Prohabita!
Tenho que encontrar,
Procurar
A alternativa habitacional
Em qualquer local;
Não importa
Como,nem aonde!
Só me saconde
Dali do Prior Velho!
Tenho que encontrar
O meu próprio trilho,
Eu que sou tão velho!

XI

Como se costuma dizer
Na minha terra, Bolama,
Seja o que Deus quiser!
Vou com a chama
Vindo de Kantoma,
Vindo de Pelundo,
Vindo
D



O AMOR AOS FILHOS

I Na caneta Que me encanta, A ferramenta Que me levanta, Que me ergue Do fosso Profundo, Escrevo Cada verso, Porque devo, Em homenagem Ao amor Aos meus filhos! II A eles, Que nada deixo Quando morrer, A minha palavra De honra, De ternura E de bravura, Por terem aturado Esta criança chamada Ndo, Esta criatura tão difícil e conturbada! III A vida, Feita De ninharias, De alegrias E de tristezas, Eu apregoo As esperanças, Mesmo nas incertezas Em cada desafio, Em cada batalha Que se trava No dia A dia Da nossa existência Humana. IV Perdoem Os meus crassos Erros Não intencionais E casuais. V Eu bem quis Educar-vos Coveniente E humanamente. Se falhei No que planeei, Peço-vos Que me perdoem. VI A intenção Era boa, Mas,as circunstâncias E as vicissitudes Foram outras. Não foram favoráveis, E, consequentemente, Falhei, Quedei! VII É a lei divina Na espera Humana, Que impera Em cada ação Do ser humano, De cada cidadão No seu quotidiano. VIII Amo os meus filhos No fundo Do meu coração. Eles fazem-me viver cada dia. IX A dor Passa, Quando falo, Quando escrevo Sobre os meus filhos. X Duka, Sammy, Lucy, Khally, Kelcy, Lually, Ruth, Helénio, Amo-vos Muito. Autocarro(de Odivelas ou do Prior Velho- 6ª-feira, às 15h30), 13 DE JANEIRO DE 2012 MATTOS (NDO)