segunda-feira, 26 de novembro de 2012
O QUE O DINHEIRO FAZ !
I
Filho do mato,
Filho de Farã Mattos
E de Tymanane,
O destino quis
Sempre que não fosse feliz,
Mas permitiu
Que ainda continuasse
A viver,
Embora continuase
A sofrer.
II
É o preço do dinheiro,
Aquele elemento tão raro
Que enloquece as pessoas,
Aquele elemento que constitui as mágoas
De cada criatura
Nesta Terra!
III
O dinheiro,
É o viveiro,
O cerne
Que torna perene
O amor,
Mas que também um factor
Da dor
Em cada lar,
Em cada lugar.
III
O dinheiro
Fez-me um peregrino
Africano
Nas terras europeias,
As teias
Que me prendem há vários anos
Entre os vários oceanos.
IV
O dinheiro
Fez-me prisioneiro,
Por que quero
Que o mundo inteiro
Tenha um verdadeiro
Tesouro
Em cada (seu )viveiro.
V
O dinheiro,
Fez-me cativeiro,
Um mero
Passageiro
Terrestre
Que pretendia
Ser alegre
Em cada dia
Entre os seus
Antes de chegar aos Céus!
VI
O dinheiro
Que pulula,
Que circula
Como estrela
Em cada vila,
Em cada cidade,
Em cada viela
E em cada sociedade,
Fazendo progredir os Estados
Em todos
Os lados,
É um mal necessário,
O mercúrio
Que cura
As infecções
Ds Nações,
Afastando-as da ira
E da guerra,
Levando-as a senda do senso
E do progresso,
Mas que, muitas das vezes,
Imbuidas dos seus próprios interesses,
Se desviam desse desiderato,
Desse propósito.
VII
O dinheiro
Faz jovial
Cavaleiro,
Pugnar pelo essencial
Até à morte
Pelo que sente,
Sobretudo pelo amor
Que nutre por uma dama
Que ama
Ao seu redor.
VIII
O dinheiro
Resolve os problemas,
Mas também traz traumas
Que podem resultar em estigmas
Irreparáveis
Duma família,
Duma sociedade
E conflitos no mundo inteiro.
IX
Oh! Se o dinheiro
Pudesee fazer-me mensageiro
Da paz no mundo inteiro,
Seria um felizardo
Encantado
Neste planalto
À beira mar plantado!
Um homem satisfeito,
Perfeito
E completo!
X
Se o dinheiro
Trouxesse a perfeição
Em cada cidadão,
Não haveria
A fome,
A pobreza,
A tristeza,
A injustiça
Em cada espécime
Humano,
Neste mundo
Conturbado;
Não haveria
Mais grego ou beltrano
Na indignação
Ou manifestação;
O mundo seria
Um canteiro
Porreiro
De alívio
E de convívio!
XI
O dinheiro
Que me faz satisfeito
Mas sempre insatisfeito,
Porque eu quero
E quero
Mais
E nada é demais,
Entre os racionais!
XII
O dinheiro,
O dinheiro!
Com ele
Ou sem ele,
Este idealista,
Este poeta
Embarca
E estica
Cada
Vez mais
A corda
Para um mundo melhor
E cheio de amor,
E não da dor
Como o que está vivendo
Neste momento!
PV CITY (3ª FEIRA- 06H25 MINUTOS), 27 DE NOVEMBRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
UM SONHO DE QUALQUER PAI !
I
O sentimento geral,
De um pai em particular,
É que os filhos voem,
É que os filhos salvem,
É que os filhos se libertem,
Se soltem
E sejam senhores
Dos seus destinos,
Que sejam donos
Dos seus narizes,
Isto é,mesmo nos momentos de crises,
Sejam capazes.
II
Todos os dias,
Peço a Deus
Que os livre
De maus caminhos
Nos seus desempenhos!
III
Eu sonhava muito alto
No desenvolvimento
De cada rebento,
O que constitui o meu fruto,
Isto é, o produto
Do meu real e verdadeiro trabalho,
Isto é, no crescimento
De cada filho,
À razão principal por que batalho
E peço a Deus que cada um oiça o meu conselho.
IV
O meu simples e humilde conselho,
É que cada um oiça a palavra do velho,
Esse que está vivendo no Prior Velho,
Bairro onde pululam vários vícios:
A vadiagem, o banditismo,
A droga, o alcoolismo,
A prostituição,
Isto é,o sítio
Propício
A tudo o que é a aberração,
A tudo o que é anormal,
A tudo o que é desvitual.
V
A minha rica filha
Ao meu querido filho,
Peço-vos a moderação
E a ponderação
Sobre a vida,
Sobre a vossa caminhada!
VI
Não tenho nada
Para os meus filhos,
Mas queria que, pelo menos,
Que a minha palavra
Fosse ouvida
Por eles;
Que a minha palavra
Fosse seguida
Por eles;
Que seguissem
O meu conselho;
Que estudassem,
Que vencessem
E tivessem
Brilho
Na vida!
VII
Da ascensão
À queda
Não quero nada,
Senão a melhor situação
Daqueles que tanto amo;
Daqueles que que eu tanto estimo.
VIII
De todas as formas de luta,
De tanto que o sr. Ndo labuta,
Cada vez mais a vida
É-lhe ingrata,
Nada
De prenda!
Tudo é-lhe madrata,
Tudo lhe afasta
De tudo o que seja festa
Ou boda!
IX
Deixei a construção,
Porque ela foi sempre a minha preocupação,
Porque ela foi sempre a minha frustração,
Sendo a principal razão,
Da minha grande regressão!
X
Oh! Quando os outros riem
E brincam!
Oh! Quando os outros se divertem
E dançam!
Oh! Quando os outros comem
E bebem!
Oh! Como os outros se perdem
No grande amaranhado do deserto,
No grande desencanto,
Se preocupem!
Se definhem!
XI
Termina o ano lectivo,
Mas, nada de novo
Para a minha querida filha!
Nada de novo
Para o meu querido filho!
Tantos anos no mesmo ano
E(não) nada sei qual o destino
Tão maligno
Reservado à minha filha!
Três ou mais anos consecutivos
No mesmo ano,
Isto é, concluir o ensino
Secundário
Como os outros!
Todos os colegas já estão na faculdade
Ou já estão a concluir o ensino universitário,
E ela, ainda pesiste com a dificuldade de concluir o secundário!
O que vem a ser isso?
Eu acho, que isso,
Eu não o mereço,
Porque todos os dias,
Eu rezo
Para que Deus livre os meus filhos do fosso!
XII
De quem é a culpa
Aqui na Europa?
De tudo fiz
Para educar,
De tudo fiz
Para ensinar
Aos meus filhos para o sucesso,
Mas, só encontro o insucesso,
O fracasso!
O insucesso
Sou eu próprio?
Talvez sim,
Talvez não
Saiba os educar(educá-los)
Convenientemente;
Talvez não saiba ensinar
E mostrar
Aos meus filhos os caminhos,
Os meios, as vias para o sucesso!
XIII
O meu filho começou
Muito bem o ensino básico
Com notas muito elevadas!
Concluiu o 5º ano de escolaridade com notas excelentes!
Este ano lectivo de 2003/2004, foi um desastre , um desaire no António!
Desde o pimeiro até o terceiro período,o menino António tem vindo a deteriorar-se em termos de rendimento escolar.
Todos os professores gostavam dele
E este ano, todos se queixaram amargamente do seu comportamento
E, consequentemente,
Do rendimento escolar do menino ANTÓNIO!
O António tem tido mau comportamento não só na escola, como na casa do próprio pai.
XIV
O menino António
Concluiu o primeiro ciclo brilhantemente, porque porque ele teve a chance que a minha filha Neuzanda não teve, porque esteve nos mais conceituados colégios do país, desde os seus seis meses de idade ou menos.
Tenho que procurar o porquê da regressão por parte do menino António! O António, como a irmã, Neuzanda tem-me escondido os testes negativos recebidos na escola. A irmã enganou-me duranet muitos anos com o namorado no bairro. Um namorado que ela própria escreveu no seu diário, que não gosta(gostava)dela e só a quer na cama.
Onde estão os males? Donde vêm? Onde estão os vícios ou donde vieram? Está tudo perdido?
Acho que não e tenho que ter a esperança!
XV
Netos de Farã Mattos,
Binetos de Khalifane,
Não podem baixar as cabeças e os braços !
Têm que ter mais força,
Têm que ter mais a esperança
E pôr na mente,
Que tudo é possível
Desde que haja a vontade,
Desde que haja a perseverança,
Desde que haja a persistência!
XVI
Aos meus filhos,
Aos meus queridos filhos,
Espero que haja a luz
No fundo do túnel!
Amén! Amén! Amén!
PV CITY( SÁBADO), 31 DE JULHO DE 2004.
MATTOS (NDO)
terça-feira, 16 de outubro de 2012
NEM PELO MENOS/, CADERNOS/, PUDE DAR AOS MEUS MENINOS/
I
A vida
Tem muitas
Surpresas
Que nos reserva
A cada momento,
A cada instante.
II
Não nos admira
Que teremos
Que passar
Por alguns momentos
Menos confortáveis,
Mais incómodos
E preocupantes.
III
Temos
Que estar
Preparados
Para tudo,
Para o que der
E vier.
IV
A nossa situação
É bastantye
Alarmante,
Preocupantes,
Pois, estamos
"Despidos"
De tudo.
V
Dependemos
Neste momento,
De terceiros,
A minha mulher
E eu.
Estamos
Todos,
Desempregados
E ainda
Não estamos
A beneficiar,
A usufruir
De bnenhum
Apoio,
De nenhum subsídio
Por parte do Estado português!
Temos duas lindas filhas(meninas), de 5 e 8 anos respectivamente.Não temos dinheiro para comprar materiais escolares pedidos pelos respectivos professores(professoras)para ambas.
Os subsídios que o Estado d+á para as duas é de 53 euros apenas.Esta importância não dá para nada,nem para comprar material duma delas!
Hoje, dia dezasseis do mês em curso, na caderneta da Caixa Geral de Depósitos da mãe delas, patenteou a parca quantia acima aludida por parte do Estado.
O que fazer com essa quantia? Par aonde pegarO que posso comprar? O que posso dispensar que não seja imprescindível?
Não temos pão,leite, açúcar, ovos, arroz, carne, peixe, fruta, fiambre, queijo,papel higiénico,guardanapos, etc, etc!
Tudo escasseia nesta casa, inclusivé o próprio amor!
Acrescido a esta situação,o problema do meu querido filho, Khalifane! No dia treze do mês em curso, graças aà acção e ben
evolência de certas pessoa e de Deus,regressou à casa do pai, ainda que contrariada
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
DÉCADA/DE VIDA/ ATRIBULADA/
I
Sem saber
De quem era
Do que era,
Tentei descer
A fim de indagar ,
Indo tão devagar,
II
obra,
Cuja placa mostra
Por mais distraída
Que a pessoa seja
Pois, uma gigante placa ostentada
Para que o cego veja:"
"H.C.I, C.LDA
OBRA LICENCIADA"
III
Dirigi-me a um senhor
Chamado simplesmente Brandão:
"Bom dia, por favor
Senhor,
Tenha condão
De me in formar
Se a Firma/Empresa
Precisa
De um Sub-Empreiteiro,
É só me chamar
Para trazer :
Serventes, pedreiros ou carpinteiros.
Servirei lealmenete a vossa empresa"
IV
Dia onze de Abril,
O senhor Brandão aceitou
A minha proposta!
Ele foi tão gentil
Que não recusou
a proposta muigta simples e justa.
V
Então, dia doze de Abril ,
Levei três serventes:
O sr. Candeias,, o nsr. Mário Mendes e o sr. Salá Mendes(este já febril no mês de Abril),
Dizendo, apresentando-os ao sr. Brandão, dizendo apenas:
" São estes senhores que trago para trabalhar para si e para sua empresa
São estes senhores que me pede com toda a honra o sr. Brandão".
VI
à obra sita no aeroporto de Lisboa(Portela),
A actual Nova Rede(Banco)
O primeiro9 posto,
A primeira parede ,
No meu rosto,
O meu primeiro emprego
Como patrão
Para receber um tostão
Depois de tanto desemprego !!!
VII
Hoje, arruinado,
Ainda me lembro
Como e de que modo
O gtrabalho era duro!!!
Mas estava tão entusiasmado
Que nada podia deter
A minha caminhada,
Eu tão animado
Do que acabo de ter!!!
VIII
A coragem,
Não ér voragem,
Não é a pelugem
Dos que sempre fogem;
Sou um homem
De outra origem,
Com outra miragem,
Com outra focagem!!!
LIOSBOA, 12 DE ABRIL DE 1999
RECORADANDO O 12 DE ABRIL DE 1989)
dEZ ANOS VOLVIDOS
cONTINUO POBRE E DESGRAÇADO E ENDIVIDADO!
PELA GUINÉ, SOU UM VARRIDO LOUCO
I
Morrer
Pela Pátria,,
Em vez de morrer
Na miséria,
É um louvor,
Porque qualquer
Um, tem que ter
Amor
À terra natal
No momento fatal.
II
Ó Guiné,
Nada de sobras,
Quando todos se vivem em sombras,
Caminhando em instâncias
Sóbrias!,
Sobretudo com manobras
DO P.A.I.G.C tão escuras.
III
Aqui e acolá,
Em Bissau,
Ouve-se amiudadamente,
O som duma bala
Ou de um atirador de pau!
A cidade está imersa em dinamite.
É a escuta constante
E permanente!
IV
Irmãos
D,outro lado,
Vós sois cegos!
Não vedes a verdade!
Vós não sabeis distingui-la da mentira!
Irmãos !,
Façamos o nosso povo unido!
Parais
Com fogos,
Evitais
Perigos!
Procurais
A paz
No que cada um faz;
Procurais
A felicidade,
Procurais
A tranquilidade,
Procurais
A Felicidade e a prosperidade
Para todos os filhos da nossa terra!
V
Como escritor
(Gostaria),
Como poeta,
Como humanista,
Tenho o ódio e o rancor
Daqueles que só pensam em matar,
Daqueles que só pensam em torturar!!!
VI
O Nino,
Quem sabe,
O psicopata,
Que já nada vê,
Que já nada escuta,
Só executa!
Só mata!!!
VII
Ele só quer vencer,
Não importa o preço!!
Só ele merece viver!!
Os outros, são votados ao desprezo!!
A vida deles,
Não tem importância,
Porque eles,
Desconhecem a luxúria e a extravagância!!!
VIII
De que ventre
Tu, Grande Mestre,
Vieste,
Nasceste?!
De(em) que mundo cresceste?!
Não és condescente!!
És um grande tigre
E um grande abutre!!!
IX
Que Deus me perdoe,
Por esta crueldade
Em palavras e expressões.
Que a algum amigo ou familar me perdoe,
Pois, a qualquer um dói
A acção deste homem de muita maldade!
Homem comparado aos homens sem corações!!!
X
Tanto
Pranto!
Tanto
Sofrimento
Deste povo valente,
Causado por Nino combatente!!!,
Que pura e simpelsmente
Nos ignora
Na nossa terra,
Dizendo:" Guerra
É Guerra"
LISBOA, 08 DE JULHO DE 1998.
MATTOS(NDO)
O MENINO/ AFRICANO/
I
Débil,
Carenciado,
Barrigudo,
Rosto frouxo,
Os olhos esbugalhados,
A boca sedenta,
O estômago faminto,
O africano
Desconhece
A luxúria,
Deconhece a diversão,
Deconhece o lazer,
Desconhece passatempos,
Desconhece o termo" férias".
II
Os pais apoquentados,
Preocupados
Com o dia de amanhã,
Orientam-se pelo nascer do sol,
Orientam-se pelo luar,
Orientam-se pelas marés,
Orientam-se pelo pôr do sol,
À procuram do sustento
Para cada tecto.
III
É pelo sol
Que chegam aos seus sossegos,
Quando as crianças ainda dormitam
Nas suas humildes casebres.
Levanta-se bem cedo,
O "homem grande" com o anzol
E vai ao encontro dos seus amigos.
Em conjunto caminham,
Pescam
E labutam
Nas matas, nas florestas silvestres,
Nas matas, nos campos agrestes
E florestas silvestres.
IV
Caçam animais de toda a espécie,
Caçam "chocas", perdizes e lebres,
Mesmo que haja muito intempérie,
Porque nunca se abdicam de serem homens livres.
V
No Huambo,
Em pleno cacimbo,
Onde se ouve amiudadamente
O gemir da criança inocente,
Criança abandonada,
Vexada
E humilhada.
LISBOA, 4 DE JUNHO DE 1997.
MATTOS (NDO)
A NUDEZ/, A ESTUPIDEZ/ COM A EMBRIAGUEZ/
I
Dizem os sábios que:
"Os benefícios
Fazem
Os dividendos
Em todos
Os estados
E estádios"
II
Eu estou no estádio
De regressão,
Porque não atingi
O pódio,
A ambição
De qualquer
Ser,
Um alibi
Enquanto durou.
III
A tensão
Impediu
A progressão,
A intenção
Na cooperação
Que se viu
Entre dois países.
IV
O professor,
O educador
Que ignorou
A dor
Porque sempre amou.
PV CITY(DOMINGO), 21 DE NOVEMBRO DE 2O10.
MATTOS (NDO)
REGISTO / CADA ASSUNTO/
I
Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.
II
Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos, arrasa.
III
O meu filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..
IV
A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.
Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!
VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).
VII
Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.
VIII
Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!
IX
Peço todos os dias
A Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E o dê sorte,
Bem como a todos os meus!
X
Que o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!
PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.
II
Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos, arrasa.
III
O meu filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..
IV
A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.
Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!
VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).
VII
Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.
VIII
Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!
IX
Peço todos os dias
A Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E o dê sorte,
Bem como a todos os meus!
X
Que o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!
PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
REGISTO / CADA ASSUNTO/
I
Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.
II
Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos, arrasa.
III
O meu filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..
IV
A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.
Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!
VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).
VII
Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.
VIII
Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!
IX
Peço todos os dias
A Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E o dê sorte,
Bem como a todos os meus!
X
Que o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!
PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
Um pai
Que não
Se resigna
Por tudo
O que lhe abana,
Por quem o vaia;
Em cada situação
Nada o deixa derrotado.
II
Não aceita a derrota,
Senão a morte,
A única coisa
Mais forte
Que a tudo e a todos, arrasa.
III
O meu filho
Regresou
À casa
Do pai,
Que, apesar
De estar
Sem trabalho,
Sai
Vitorioso
E orgulhoso,
Porque disso, nunca o duvidou..
IV
A D. Teresa,
A D. Nabia,
(A Emília),
A Vivi,
São as personagens
Que permitiram
Essa façanha,
Essa vitória,
Pois, trouxeram a alegria
Nesta casa,
Onde sempre resisti
E sobrevivi.
Digo apenas:
Obrigado
Meu Deus!
Obrigado
Essas benignas almas!
VI
Eu sempre disse:
O bom filho,
Tarde ou cedo,
Sempre regressa à casa
(Do pai).
VII
Acredito sempre
No milagre
Da Providência,
Na sua misericórdia
Em cada dia.
VIII
Vou aguentando
Tudo
O que (se) está passando
Com o meu filho
E tenho a esperança
E a força
Na sua recuperação.
Tenho fé
E peço sempre a Deus,
A piedade,
A sanidade
E a sua saúde!
Do meu filho!
IX
Peço todos os dias
A Deus,
Que o afaste
Das más
Almas,
Das almas
Perdidas
Noutras sendas;
Que o ilumine
E o dê sorte,
Bem como a todos os meus!
X
Que o ilumine
E o mostre
O caminho
Do sonho,
Da verdade,
Da honra,
Da responsabilidade,
Da solidariedade,
Da justiça,
Da esperança,
Da segurança
E o afaste também, da mentira!
PV CITY(SÁBADO), 13 DE OUTUBRO DE 2012
MATTOS (NDO)
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
O CANTO/INFINITO
I
O homem
Que mais nada
Tem,
Vivendo na onda
Do vai-vem
Da vida,
Sem poder construir o seu próprio
Império.
II
A janela
Que se lhe fecha,
Não lhe estimula,
Não lhe abre nem sequer uma brecha
Para seguir em fila
E, assim lhe mancha
O percurso
E, consequentemente,lhe impede o sucesso/progresso.
III
Filho de Bolama
Que procura
Quem apenas o ama,
Quem apenas o adora,
Quem não o trama,
Quem não o conspira
E demonstra o amor verdadeiro,
Quem o prova o amor sincero.
IV
Porque desde pequenino,
Que conheceu
O abandono
De quem o concebeu,
Quando deixou cair o pano
E não o protegeu
Do demónio,
Deixando-o no infortúnio.
V
Quero trilhar
O caminho de Camões,
Para não baralhar
Os inocentes corações
Que sonham/sonhavam trabalhar
Para a felicidade das suas populações,
Concretizando um sonho no(do) mar,
Sempre a remar.
VI
Vagueando pelo mundo
Fora,
À demanda do desconhecido,
Pernoitou na cidade de Évora,
Com o intuito de estudar tudo
O que apoquenta cada criatura
No seu íntimo,
Pois, cada qual pretende saber o máximo.
VII
Saber o máximo
Sobre o universo,
Sobre o máximo de si mesmo,
Para não ficar preso
Do seu egoísmo/mutismo,
Foi sempre o curso
Que sempre inspirou o seu espírito
Para desvendar o incógnito.
VIII
O mar nunca dantes navegado,
Inspiração dos nossos antepassados
Permitiu o nosso legado
Histórico,graças aos nossos aventurados/destemidos
Marinheiros do Sado
Que partiram de Sagres
Para muitos mares
(deixando os seus lares).
IX
O meu canto
Vai bem longe
Para cada canto,
Onde não se foge
O que eu pessoalmente pugno e luto,
Onde se elege
O valor do respeito
Da pessoa humana como um valor absoluto.
X
Camões, dai-me a força
Em cada letra
Que eu faça,
Para construir uma palavra
De esperança,
Que cubra
O espírito
No pranto/desgosto.
XI
Satisfeito
Com o que provém
Do meu espírito/pensamento,
Dirijo-me aos que me servem,
Neste momento,
Aos que de perto e de longe vivem,
As minhas palavras de gratidão
Como um humilde cidadão.
XII
As lides
Das letras,
Que vós vedes
Nas minhas metáforas,
São simples redes,
As âncoras que me seguram,
Que me amparam.
XIII
Não fujo
As regras
Do pejo
E, assim, prossigo com garras
Como o marujo
A assegurar as armaduras
Reluzentes
Do barco,nas paragens distantes.
PV CITY (SEXTA-FEIRA, 10H45), 12 DE OUTUBRO DE 2012.
/
MATTOS(NDO)
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O DESEMPREGO/,O FOGO/ DO ESTÔMAGO/
I
O mês
De Setembro
É tão duro
Pelos seus pontapés
Àqueles
Que sentem nas suas peles
O efeito
Do desemprego
O sofrimento,
O aperto
Do estômago
Que atinge todo o amâgo.
O fogo,
Um estrago
Que pode causar um grande perigo.
II
Não é fácil
recoradar o mês
De Setembro,
Por mil
E uma razões
Que causam aos corações
Que pensam nas suas rações.
III
Estou mais uma vez
Este mês,
Sem um "pês"!
O revés
De quem fez
Projectos,
De quem fez
Planos concretos.
IV
Um professor
Com compromissos
Pessoais,
Familiares
E profissionais,
Professor
Que não tem nada promissor,
Contando sempre com retrocessos.
V
Renda
Por pagar,
Sem nada
Ganhar,
Sem nada
Beneficiar!
As dívidas a aumentar!
VI
Os livros
Dos filhos
Por comprar!
O que fazer?
Como viver
Sem um único euro
Em cada dia!
O carro
Estacionado na garagem,
Porque não há dinheiro
Para cada viagem,
Pois, o combustível,
É caro;
Pois não é possível
Pelo preço,
Pois, o bolso
É escasso.
Rua de Moçambique(LOTE 139/140- 6º dtº-2ª feira- 14h30), 17 de Setembro de 2012.
MATTOS (NDO)
PARTO/SATISFEITO
I
Parto
Satisfeito,
Feliz
Deste país
Para o outro mundo,
Encantado,
Se deixar
O s meus filhos
Preparados.
II
Como
A rir,
Quando
Durmo,
Como
Quando
Chegar
A minha vez
De partir,
Vendo
Os meus flhos
Felizes
E bem orientados
Pra enfrentar
Os desafios
Da vida
Deste mundo.
III
Este era o meu desjo
A beira do Tejo.
No entanto,
Parto
Sem nada puder deixar-lhes,
Porque a vida
Extorquiu tudo
O que tinha conquistado,
Tudo o que tinha conseguido.
IV
Hoje,
Bem longe
Do que planeara,
Do que projectara,
Nada me resta
Deste Planeta,
Senão a tinta
Que ainda
Está
Espalhada
Pela gaveta
De cada
Casa
Onde se habita,
Onde se paga a renda
Bem cara.
V
As poesias,
Os poemas
Deste poeta
Besta,
Deste poeta
Pateta
Que a malta
Detesta,
Porque as suas notícias
Não transmitem os reais problemas
Contemporâneos,
Principalmente a dos seus conterrâneos.
AUTOCARRO 750, (- 6ª FEIRA,17H50), 13 de JANEIRO DE 2012
MATTOS ( NDO)
AMOR AOS FILHOS
I
Na caneta
Que me encanta,
A ferramenta
Que me levanta,
Que me ergue
Do fosso
Profundo,
Escrevo cada verso
Em homenagem
Ao amor que tenho
Pelos meus filhos!
II
A eles,
Que nada
Deixo
Quando morrer,
A minha palavra
De honra,
De ternura
E de bravura,
Por terem aturado
Esta criartura
Tão difícil e conturbado.
III
A vida
Que é feita
De ninharias,
De alegrias
E de tristezas,
Eu apregoo
Esperanças,
Mesmo nas incertezas
Em cada desafio,
Em cada batalha
Que se trava
No dia
A dia
Da nossa existência
Humana.
IV
Peço-lhes que perdoem
Os meus crassos
Erros,
Quer intencionais
Quer casuais.
V
Filhos, eu bem quis
Educar-vos
Conveniente
E humanamente.
Se falhei
No que planeei,
Peço-vos
Que me perdoem!
VI
A intenção,
Era boa,
Mas,a acção,
As circunstâncias
E as vicissitudes
Foram outras.
Não foram favoráveis
E,consequentemente,
Falhei,
Quedei
redondamente!
VII
É a lei divina
Na esfera humana,
Que impera
Em cada acção
Do ser humano,
Na dura
Realização
De cada ser
No seu sacrifício quotidiano,
A fim de poder
Viver
VIII
Amo os meus filhos
No fundo
Do meu coração.
Eles me fazem
Viver
O dia
A dia,
Mesmo com empecilhos.
IX
A dor
Passa,
Quando
Escrevo,
Quando
Falo
Dos meus filhos,
Porque eles constituem o meu amor.
X
Duka,
Sammy,
Lucy,
Khally,
Kelcy,
Rutty(Ruth),
Lually,
Lenuka,
Helénio,
Amo-vos!
PV CITY(6ª FEIRA, 15H30), 13 DE JANEIRO DE 2012.
MATTOS (NDO)
Dos meus filhos
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
MESMO IMERSO/ NO FOSSO/, QUASE PRESO/...
I
Jesus Cristo,
Com o seu sofrimento
E padecimento
Pelos pecadores,
Transmitiu aos seus seguidores
O amor
Do suor
NOs caminhos
De Espinhos.
II
A cada dia que passa,
O menino NDO reza
Para que a luz surja
No fundo do túnel
Para todos
Os que lhe são queridos,
Para que todos
Encontrem o caminho
Do do amor e da paz.
III
O amor
É a luz
Que ilumina
As mentes
Tristes
E sem consolo.
IV
Há mais de doze anos
Que estou atravessando oceanos
À procura da estabilidade,
À demanda da felicidade,
Mas em debalde,
Nada nem ninguém me atende,
Nada vem ao meu socorro,
Nada vem ao meu encontro..
V
Aos meus filhos,
A todos,
sem excepção,
Nos vossos trilhos,
Todos
Estão no meu coração:
Helénio,
Neuzanda,
Yorna,
Khalifane,
Ruth
E Kelcy.
VI
Que Deus vos acompanhe
Em cada dia,
Livrando-vos
Dos vícios,
Dos infortúnios,
Das desgraças
Em todas as praças.
VII
Estou quase a sair
Desta casa,
Para uma outra casa...!
Deus quis
Que esse fosse o meu destino,
Que é próprio de um humano.
PV CITY(3ª-FEIRA- 01:03), 21DE AGOSTO DE 2012
MATTOS (NDO)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A CHAMA/ APAGOU-SE/;O QUE SE AMA/, ECLIPSOU-SE/
I
A era
Oitenta,
Alguém ostenta
Como uma mira;
O estudo
Para depois vir a ser
Um bom marido,
Uma boa mulher;
Ter
Uma boa mulher
E ter
Filhos
Alegres
E felizes
E nos bons caminhos!
II
Afinal,
Era apenas
Um sonho
Risonho,
Que o filho
De Nha
Nhanha
Tinha
Para o trilho!
III
Sou
O filho de Farã
Mattos,
Sobrinho
De Baticã,
Que não vê o resultado
Do seu sacrifício,
Nem tão pouco
é amado
Por aqueles que muito ama.
IV
Sou um sonso
Porque tudo o que penso,
Tem a ver com cada caso,
Com cada indivíduo
No seu trabalho árduo,
Sem prejuízo.
V
Sou um sonhador
Que trabalha
Todos os dias ,
Mas que está sempre teso,
Sem um único " peso"
No bolso.
VI
Os dias passam
Depois do vinte e três,
E até ao fim do mês,
Os poucos que que sobejam,
Não dão para comprar o passe social
E nada de mal...,
Porque já é me habitual.
PV CITY(14H30M- 4ª-FEIRA),08 DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
FAÇA CALOR/ OU FRIO/,NEM O BRIO/NEM TÃOPOUCO O AMOR/!
I
O conto
Sem acento,
No acontecimento
Como o argumento
Directo
No assunto
Do momento
Que alguém aceita
Como certo.
II
As noites
Tristes
Constantes
Que perturbam as mentes
Dormentes
E deprimentes,
Dos sujeitos
Em diversas partes
Continuam a (enfernar?)
Aqueles
Que estão
Perdidamente
Apaixonados!
III
O calor
Tem o valor
No amor:
Incomoda
A vida
Regrada
Dos casais
Onde já não existe
O fogo,
A paixão,
O diálogo,
A compreensão.
IV
O que existe
Actualmente,
Não é o amor,
Mas sim a compaixão,
Não a paixão,
Mas a pena
De alguém que não abandona
Alguém que ainda apaixona.
V
O frio
Devia ser o fio
Condutor
Do amor,
Aconchego,
Sossego
Num casal
Com algum sal.
VI
Mas no caso
Concreto
Deste
Conto,
Não existe
Mais laço
Que fecunde
E o torne
Mais coeso
E se transforme
Numa eternidade.
VII
O que existia,
Já não tem simpatia
Da senhora
Que outrora
Me amara
Lá na terra!
PV CITY, O3 DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTSO ( NDO )
SONHO COM CHOROS E RISOS
I
Os meus sonhos
São terríveis!
Sonho com os que já partiram
Deste mundo
Para um outro mundo
Desconhecido.
II
Estes
Queridos
Que partiram
E deixaram-me
Neste mundo
Estranho
Para o menino Ndo.
III
O meu baba,
O meu tio
Mamarú,
A minha tia
Babepebul,
Minhas madrastas
Chakú,
Babemecente(Bamecente)
E muitas outras pessoas
Da minha família.
IV
Sonhos
Que me fazem
Umas vezes,
Feliz,
Outras vezes,
Infeliz.
V
Esta forma de sonhar,
Acontece com todas as pessoas,
Pois, isso representa
A vivência,
A experiência,
A evidência
Da existência,
Que vem desde a infância.
VI
E eu, não sou o único
Neste percurso
Tão peculiar
E tão individual;
O manjaco
Neste vasto
Universo,
Onde cada sujeito
Se aninha
E, assim, se sonha!
PV CITY, 11DE FEVEREIRO DE 2012.
MATTOS ( NDO )
A IMENSIDÃO/DA SOLIDÃO/
I
Sentado,
Deitado
Ou de pé,
Penso
Na escrita,
Na palavra,
No verso
Que me fará
um grande poeta.
II
Poeta
Sem nome,
Sem traje,
Sem uniforme
E apenas uma caneta
Com uma folha,
Através dos quais trabalha
Com prazer
Para escrever
Sobre a triste
Sorte
Deste
Imigrante
Que chegara
Esta terra
Como estudante.
PV CITY, 10 DE FEVEREIRO DE 2012
MATTOS ( NDO )
OS HORRORES/DOS MILITARES/,OS "NOSSOS" ABUTRES/
I
Que legitimidade
Têm os miliares
Para a formação
Da dita " UNIDADE NACIONAL E DE TRANSIÇÃO"
Indigna-me muito quando um estado falhado, como o da Guiné- Bissau, é representado por um bando de indivíduos armados!
É uma vergonha, o meu país estar nesse estado! Os militares humilham-nos como bons filhos dessa Nação. Sinto um grande vazio, um silêncio pelo sacrifício de todos aqueles que pugnaram para a construção e dignificação de um estado de direito, para a independência e a libertação total da nossa terra! Sinto um grande vazio pelo estado que não nos orgulha, que não nos representa legitimamente neste instante, neste momento!
A Comunidade Internacional deve proteger o povo da Guiné-Bissau, que está refém dos bandidos militares, o estado que está, há mais de três décadas órfão!
A Comunidade Internacional deve exigir a reposição da ordem institucional e obrigar os golpistas a proceder a libertação imediata e incondicional do presidente interino e do primeiro ministro e vencedor das últimas eleições presidenciais, respectivamente, o Dr. Raimundo Pereira e o Sr. Carlos Gomes Júnior e os demais presos políticos nessa situação.
Eu,pessoalmente, pergunto: O porquê do golpe de estado? Que situações tão prementes obrigaram esses bandos de militares a subverter a legalidade Constitucional? Os pretextos dos golpistas sobre militares angolanos no País, não têm fundamentos , pois, existe órgão ou existem orgãos próprios e legítimos onde este assunto possa ser debatido e resolvido, como por exemplo, no Parlamento, na Assembleia da República, onde estão representados os legítimos mandatários do Povo e da Nação.
Os militares não estão representados no Parlamento guineense, pelo menos, o que eu saiba, mas sim, nos quarteis, nas casernas, cabendo-lhes a função de defender a integridade territorial de qualquer invasão estrangeira.
Homens falhados como eu, não têm o direito de fazer com que os outros compatriotas também falhem e sofram ao longo da História da Guiné-Bissau, sobretudo nos últimos trinta e poucos anos . Os militares ao longo desse tempo têm feito golpes de estados e sempre têm defendido que nada pretendiam, que nada queriam em termos políticos e que o seu lugar era no quartel. Mas, o que temos vindo a assistir é a emiscuidade entre militares e políticos. Só se diferem pelo uniforme, pelas palavras, mas não nos atos.
Porquê que os políticos não debateram a quetão dos militares angolanos no Parlamento?!Porquê que agora, depois das eleições, melhor dito, depois dos resultados das eleições presidenciais é que este assunto veio à baila, `a tona? Como se justifica este golpe de estado tão absurdo e triste? Por que não houve diálogo, conversações antes desse período eleitoral? Pode-se concluir, que houve cumplicidade entre militares e políticos representados no Parlamento, CONCRETAMENTE, OS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS DO SR. CARLOS GOMES JÚNIOR NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES.
Estou muito indignado com a dabandada (confusão) na Guiné-Bissau.
A Comunidade Internacional não deve consentir, permitir que a impunidade seja a normalidade, a legalidade na sociedade guineense ou que a impunidade continue a ser a normalidade na consciência colectiva guineense.
Nós, o povo da Guiné-Bissau, a nossa arma, é o voto nas urnas, nas eleições. É o povo que elege os seus representantes legítimos na Assembleia da República, no Parlamento. O povo não reconhece o poder dos militares politicamente, mas sim,os seus defensores dos ataques exteriores dos inimigos. O povo está a sofrer muito e já sofreu o bastante. Já chega, basta de sofrimento dos inocentes.
A democracia é a essência da existência da Pátria contemporânea. Se a escolhemos desde 1994, essa forma de governo, esse pluralismo político para o aperfeiçoamento da democracia participativa, temos que continuar a apostar nela.
Os guineenses querem demonstrar o seu desagrado, o seu repúdio por tudo o que tem estado a acontecer nos últimos tempos na Guiné-Bissau. A razão pela qual, vão promover uma marcha pacífica a nível internacional contra as barbaridades e ilegalidades perpetradas pelos militares e políticos fantoches , sobretudo com os políticos que participaram nas últimas eleições. Não devemos tolerar as constantes e sucessivas violações dos Direitos fundamentais do Homem.
Queremos que a nossa voz seja ouvida internacionalmente, denunciando tudo o que está a acontecer presentemente no nosso País. "Tolerância zero", como dizia o Ministro dos Negócios Estangeiros português, Dr. Paulo Portas.
A Comunidade Internacional deve ser implacável nas sanções a atribuir aos autores do golpe estado último. É absurdo o tal governo de Transição, uma vez que as instituições legais estavam a funcionar em pleno. A título de exemplo, todos os funcionários já recebiam os seus salários no final de cada mês. Coisa que não se verificava nos governos anteriores( digo, refiro-me ao governo deposto do sr. Carlos Gomes Júnior.)Com a ajuda da Comunidade Internacional, a carência alimentar tinha sido atenuada.
Os militares que eu apelido de "abutres", devem ser definitivamente banidos de uma vez por todas da emiscuidade nas questões políticas e,acantonados nos quarteis. Só assim,a Guiné-Bissau pode inserir-se na senda do desenvolvimento e do progresso social.
O ser humano
Deve ser o pano
De fundo
Das preocupações de todo
O mundo.
Viva a Guiné-Bissau democrática!
Abaixo o governo de Transição!
Abaixo os militares,
Os abutres
E causas das dores!
Viva o diálogo!
PV CITY,(SEXTA FEIRA), 20 DE ABRIL DE 2012
MATTOS ( NDO )
0S MILITARES DA GUINÉ-BISSAU
I
Os militares
Que nos dão
Com um pau,
São os autênticos
Abutres,
Sintoma(sinal) da podridão
Da Nação.
II
A minha Guiné
Cai outra vez
Nas mãos
De um outro ditador,
António Injai,
O chefe das Forças Armadas
À semelhança de tantos outros ditadores
Que já passaram nesta nação.
III
Guiné "densan",
Nacim Bathi
Djampsan,
Pnani
Guiné
Thi unor
Parce que babukul
Anor,
Alabatha!
IV
Babuque
Baboque
Aluque!
Pelunde
Alabatha!
Baboque,
Caliquisse
Pcisse,
Adja aquesse!
M,pada,
Babanda,
Fulacunda,
Aiunth
Kakanda
Aiunth
Pluque!
V
Guetchaque
Baboque
Blingue:
-Teme,
-Betame,
-Kanhobe,,
-Lompath,
-Benhanth,
-Kanouh,
-Beniche,
Cachobar,
-Utiacor,
-Pandim,
-Utcunhe,
-Karronkan
-Begudjan,
-Ptchman,
-Caió,
-Timath
-Pepal,
-Becucuth,
-Becul,
-Beniche,
- Kapol,
-Badjopi,
-Bará,
-Bliquisse,
-Tculame,
Etc., etc. ....
V
O povo
Grita
Por um objetivo:
A paz completa,
A liberdade,
Contra a tirania,
A arbitrariedade,
Dos militares
E de certas personalidades,
Abutres
Da democracia.
VI
As lágrimas
Não cessam
De verter nos olhos
De bons filhos
Da Guiné- Bissau,
Por causa
Dos traumas
Que os militares
Provocam,
Dos crimes, tormentos
E sofrimentos
Que perpetuam;
Daquela
Bala
Projetada por Ansumane Mané
" Balancula Mané"
e Por todos os militares.!
VII
Ó Mamã
Guiné!
Por que chora
Sempre o seu filho?
Quem nos trama?
Quem nos tramou?
Ansumane Mané?
Nino Vieira?
Tagma
Nauwie?
Verissimo Seabra?
Quem nos enganou
E nos colocou
No entulho?
VIII
Será que nós não somos
Filhos legítimos
De Deus?
O sol não brilha
Tanto para nós
Como para os outros?!
IX
Não temos
Os mesmos
Direitos
Dos outros sujeitos?
O direito
À liberdade,
À felicidade,
À justiça
E ao progresso?!
X
Quem são os militares
Que desta vez,
Pegaram em armas,
Em vez
De diálogio,
E derrubaram
O governo legítimo
Do sr. Carlos Gomes Júnior?!
XI
Anseiam
O poder
Pelo poder,
Sem nada saber,
Sem nada conhecer
E conceber,
Para pura e simplemente ,
Fazer
Sofrer
O ser ,
O seu semelhante!!!
PV CITY, 17 DE ABRIL DE 2012
MATTOS ( NDO )
A LUTA/DO POETA/ DA GAVETA/
I
Choro
Pelo que procuro
E não encontro.
Um grande malogro
Em cada poro
Onde respiro
O ar puro.
II
Sou um poeta
Que luta
Diariamente
Para tirar definitivamente
Da gaveta
Toda a escrita
Já remota.
III
Mas como
Chamo,
Como
O meu amo
Anónimo
Para este rumo?
IV
A mentira
Absorve
Aquela criatura
Que vive
Acorrentado
Pela dor
Do amor.
V
Os filhos enccontraram
Um próprio
Abrigo
Para o aconchego
Do calor e do frio
E já não se lembram
Do pai
Que vai
Caindo dia
Após dia.
VI
Aquela
Senhora
Bela,
Que fora
O meu grande amor
Outrora,
É hoje,
A minha grande dor;
Longe
Do que, ontem, imaginara!
PV. CITY(DO- 14H45M), 05 DE FEVEREIRO DE 2012
MATTOS ( NDO )
UMA MESA CHEIA/, NENHUMA PONTA/ESTAVA VAZIA!/A MESA ESTAVA REPLETA/
I
A alegria
Espontanea,
Instantanea,
No seio da hipocrisia,
Vivemos momentos
Divertidos,
Fantásticos!
PARTO/SATISFEITO
I
Parto
Satisfeito,
Feliz
Deste país,
Para o outro mundo,
Encantado,
Se deixar
Os meus filhos
Preparados
Para esta vida!
II
Como
A rir,
Quando
Chegar
À minha vez
De partir,
Vendo
Os meus filhos
Felizes
E bem orientados
Para enfrentar
Os desafios
Do Mundo!
III
A minha preocupação
Maior,
É o amor
Ao meu redor,
Querendo com isto dizer,
Em relação
Àqueles que ainda enfrentam
O desafio de inquietude,
Da juventude,
Da adolescência!
Refiro, concretamente ao António,
Ao Khally!
Lisboa, 13 de Janeiro de 2012
MATTOS (NDO)
O PESO DURO/DE SER NEGRO/
I
Logo de manhã,
Meio acordado,
Meio adormecido,
Lá vai o menino
"NDO",
Lutando
Com o seu destino
Tão maligno
E quase já em nada sonha!
II
Em direcção à Escola,
De Queluz,
DOnde a janela
Ainda se lhe abre,
Do casaco se cobre,
Munido do seu sabre
Da luz
E da sua mente
Ainda brilhante,
Vai dando algum contributo
A cada semelhante
Ainda na fase de desenvolvimento.
III
O que sofro
Como negro,
É do peso tão duro
Que carrego
Como castigo
De Deus,
Ou dos meus
Parentes
Espalhados pelos quatro continentes.
IV
Melhor dito,
O meu sofrimento
Terá a ver com o que tenho
Feito
Em cada momento,
Por cada caminho
Que percorro
Com erro?
V
O estigma
Do filho de Bolama,
Estará relacionado
Com a minha cor,
Com o meu suor,
Ou que Deus
Me teria destinado
De lés a lés?
VI
O meu refúgio,
E um benefício
Para o meu ofício,
Recusado o ócio
como o vício,
Como o contágio
Do prestígio
De cada ser como um génio?
VII
Sem afecto,
Sem tecto,
Tento
Em cada momento,
O rejuvenescimento
Moral,
Físico e intelectual.
VIII
A Câmara
De Loures
Ignora
Tantas dores
De vários familiares
Sem lares,
No que concerne à habitação,
Para não falar de alimentação!
IX
Eu, filho de Bolama,
Sou a principal vítima,
Àquele que a Câmara
Algema,
Empurra
Para fora!
"Chuta" para o lixo!
Atira
Para baixo
Sem pidade,
Nem humanidade!
X
A Câmara
Me "chuta"
Para Prohabita!
Tenho que encontrar,
Procurar
A alternativa habitacional
Em qualquer local;
Não importa
Como,nem aonde!
Só me saconde
Dali do Prior Velho!
Tenho que encontrar
O meu próprio trilho,
Eu que sou tão velho!
XI
Como se costuma dizer
Na minha terra, Bolama,
Seja o que Deus quiser!
Vou com a chama
Vindo de Kantoma,
Vindo de Pelundo,
Vindo
D
Logo de manhã,
Meio acordado,
Meio adormecido,
Lá vai o menino
"NDO",
Lutando
Com o seu destino
Tão maligno
E quase já em nada sonha!
II
Em direcção à Escola,
De Queluz,
DOnde a janela
Ainda se lhe abre,
Do casaco se cobre,
Munido do seu sabre
Da luz
E da sua mente
Ainda brilhante,
Vai dando algum contributo
A cada semelhante
Ainda na fase de desenvolvimento.
III
O que sofro
Como negro,
É do peso tão duro
Que carrego
Como castigo
De Deus,
Ou dos meus
Parentes
Espalhados pelos quatro continentes.
IV
Melhor dito,
O meu sofrimento
Terá a ver com o que tenho
Feito
Em cada momento,
Por cada caminho
Que percorro
Com erro?
V
O estigma
Do filho de Bolama,
Estará relacionado
Com a minha cor,
Com o meu suor,
Ou que Deus
Me teria destinado
De lés a lés?
VI
O meu refúgio,
E um benefício
Para o meu ofício,
Recusado o ócio
como o vício,
Como o contágio
Do prestígio
De cada ser como um génio?
VII
Sem afecto,
Sem tecto,
Tento
Em cada momento,
O rejuvenescimento
Moral,
Físico e intelectual.
VIII
A Câmara
De Loures
Ignora
Tantas dores
De vários familiares
Sem lares,
No que concerne à habitação,
Para não falar de alimentação!
IX
Eu, filho de Bolama,
Sou a principal vítima,
Àquele que a Câmara
Algema,
Empurra
Para fora!
"Chuta" para o lixo!
Atira
Para baixo
Sem pidade,
Nem humanidade!
X
A Câmara
Me "chuta"
Para Prohabita!
Tenho que encontrar,
Procurar
A alternativa habitacional
Em qualquer local;
Não importa
Como,nem aonde!
Só me saconde
Dali do Prior Velho!
Tenho que encontrar
O meu próprio trilho,
Eu que sou tão velho!
XI
Como se costuma dizer
Na minha terra, Bolama,
Seja o que Deus quiser!
Vou com a chama
Vindo de Kantoma,
Vindo de Pelundo,
Vindo
D
O AMOR AOS FILHOS
I
Na caneta
Que me encanta,
A ferramenta
Que me levanta,
Que me ergue
Do fosso
Profundo,
Escrevo
Cada verso,
Porque devo,
Em homenagem
Ao amor
Aos meus filhos!
II
A eles,
Que nada deixo
Quando morrer,
A minha palavra
De honra,
De ternura
E de bravura,
Por terem aturado
Esta criança chamada Ndo,
Esta criatura tão difícil e conturbada!
III
A vida,
Feita
De ninharias,
De alegrias
E de tristezas,
Eu apregoo
As esperanças,
Mesmo nas incertezas
Em cada desafio,
Em cada batalha
Que se trava
No dia
A dia
Da nossa existência
Humana.
IV
Perdoem
Os meus crassos
Erros
Não intencionais
E casuais.
V
Eu bem quis
Educar-vos
Coveniente
E humanamente.
Se falhei
No que planeei,
Peço-vos
Que me perdoem.
VI
A intenção
Era boa,
Mas,as circunstâncias
E as vicissitudes
Foram outras.
Não foram favoráveis,
E, consequentemente,
Falhei,
Quedei!
VII
É a lei divina
Na espera
Humana,
Que impera
Em cada ação
Do ser humano,
De cada cidadão
No seu quotidiano.
VIII
Amo os meus filhos
No fundo
Do meu coração.
Eles fazem-me
viver
cada dia.
IX
A dor
Passa,
Quando falo,
Quando escrevo
Sobre os meus filhos.
X
Duka,
Sammy,
Lucy,
Khally,
Kelcy,
Lually,
Ruth,
Helénio,
Amo-vos
Muito.
Autocarro(de Odivelas ou do Prior Velho- 6ª-feira, às 15h30), 13 DE JANEIRO DE 2012
MATTOS (NDO)