segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MESMO IMERSO/ NO FOSSO/, QUASE PRESO/...

I Jesus Cristo, Com o seu sofrimento E padecimento Pelos pecadores, Transmitiu aos seus seguidores O amor Do suor NOs caminhos De Espinhos. II A cada dia que passa, O menino NDO reza Para que a luz surja No fundo do túnel Para todos Os que lhe são queridos, Para que todos Encontrem o caminho Do do amor e da paz. III O amor É a luz Que ilumina As mentes Tristes E sem consolo. IV Há mais de doze anos Que estou atravessando oceanos À procura da estabilidade, À demanda da felicidade, Mas em debalde, Nada nem ninguém me atende, Nada vem ao meu socorro, Nada vem ao meu encontro.. V Aos meus filhos, A todos, sem excepção, Nos vossos trilhos, Todos Estão no meu coração: Helénio, Neuzanda, Yorna, Khalifane, Ruth E Kelcy. VI Que Deus vos acompanhe Em cada dia, Livrando-vos Dos vícios, Dos infortúnios, Das desgraças Em todas as praças. VII Estou quase a sair Desta casa, Para uma outra casa...! Deus quis Que esse fosse o meu destino, Que é próprio de um humano. PV CITY(3ª-FEIRA- 01:03), 21DE AGOSTO DE 2012 MATTOS (NDO)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A CHAMA/ APAGOU-SE/;O QUE SE AMA/, ECLIPSOU-SE/

I A era Oitenta, Alguém ostenta Como uma mira; O estudo Para depois vir a ser Um bom marido, Uma boa mulher; Ter Uma boa mulher E ter Filhos Alegres E felizes E nos bons caminhos! II Afinal, Era apenas Um sonho Risonho, Que o filho De Nha Nhanha Tinha Para o trilho! III Sou O filho de Farã Mattos, Sobrinho De Baticã, Que não vê o resultado Do seu sacrifício, Nem tão pouco é amado Por aqueles que muito ama. IV Sou um sonso Porque tudo o que penso, Tem a ver com cada caso, Com cada indivíduo No seu trabalho árduo, Sem prejuízo. V Sou um sonhador Que trabalha Todos os dias , Mas que está sempre teso, Sem um único " peso" No bolso. VI Os dias passam Depois do vinte e três, E até ao fim do mês, Os poucos que que sobejam, Não dão para comprar o passe social E nada de mal..., Porque já é me habitual. PV CITY(14H30M- 4ª-FEIRA),08 DE FEVEREIRO DE 2012. MATTOS ( NDO )

FAÇA CALOR/ OU FRIO/,NEM O BRIO/NEM TÃOPOUCO O AMOR/!

I O conto Sem acento, No acontecimento Como o argumento Directo No assunto Do momento Que alguém aceita Como certo. II As noites Tristes Constantes Que perturbam as mentes Dormentes E deprimentes, Dos sujeitos Em diversas partes Continuam a (enfernar?) Aqueles Que estão Perdidamente Apaixonados! III O calor Tem o valor No amor: Incomoda A vida Regrada Dos casais Onde já não existe O fogo, A paixão, O diálogo, A compreensão. IV O que existe Actualmente, Não é o amor, Mas sim a compaixão, Não a paixão, Mas a pena De alguém que não abandona Alguém que ainda apaixona. V O frio Devia ser o fio Condutor Do amor, Aconchego, Sossego Num casal Com algum sal. VI Mas no caso Concreto Deste Conto, Não existe Mais laço Que fecunde E o torne Mais coeso E se transforme Numa eternidade. VII O que existia, Já não tem simpatia Da senhora Que outrora Me amara Lá na terra! PV CITY, O3 DE FEVEREIRO DE 2012. MATTSO ( NDO )

SONHO COM CHOROS E RISOS

I Os meus sonhos São terríveis! Sonho com os que já partiram Deste mundo Para um outro mundo Desconhecido. II Estes Queridos Que partiram E deixaram-me Neste mundo Estranho Para o menino Ndo. III O meu baba, O meu tio Mamarú, A minha tia Babepebul, Minhas madrastas Chakú, Babemecente(Bamecente) E muitas outras pessoas Da minha família. IV Sonhos Que me fazem Umas vezes, Feliz, Outras vezes, Infeliz. V Esta forma de sonhar, Acontece com todas as pessoas, Pois, isso representa A vivência, A experiência, A evidência Da existência, Que vem desde a infância. VI E eu, não sou o único Neste percurso Tão peculiar E tão individual; O manjaco Neste vasto Universo, Onde cada sujeito Se aninha E, assim, se sonha! PV CITY, 11DE FEVEREIRO DE 2012. MATTOS ( NDO )

A IMENSIDÃO/DA SOLIDÃO/

I Sentado, Deitado Ou de pé, Penso Na escrita, Na palavra, No verso Que me fará um grande poeta. II Poeta Sem nome, Sem traje, Sem uniforme E apenas uma caneta Com uma folha, Através dos quais trabalha Com prazer Para escrever Sobre a triste Sorte Deste Imigrante Que chegara Esta terra Como estudante. PV CITY, 10 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

OS HORRORES/DOS MILITARES/,OS "NOSSOS" ABUTRES/

I Que legitimidade Têm os miliares Para a formação Da dita " UNIDADE NACIONAL E DE TRANSIÇÃO" Indigna-me muito quando um estado falhado, como o da Guiné- Bissau, é representado por um bando de indivíduos armados! É uma vergonha, o meu país estar nesse estado! Os militares humilham-nos como bons filhos dessa Nação. Sinto um grande vazio, um silêncio pelo sacrifício de todos aqueles que pugnaram para a construção e dignificação de um estado de direito, para a independência e a libertação total da nossa terra! Sinto um grande vazio pelo estado que não nos orgulha, que não nos representa legitimamente neste instante, neste momento! A Comunidade Internacional deve proteger o povo da Guiné-Bissau, que está refém dos bandidos militares, o estado que está, há mais de três décadas órfão! A Comunidade Internacional deve exigir a reposição da ordem institucional e obrigar os golpistas a proceder a libertação imediata e incondicional do presidente interino e do primeiro ministro e vencedor das últimas eleições presidenciais, respectivamente, o Dr. Raimundo Pereira e o Sr. Carlos Gomes Júnior e os demais presos políticos nessa situação. Eu,pessoalmente, pergunto: O porquê do golpe de estado? Que situações tão prementes obrigaram esses bandos de militares a subverter a legalidade Constitucional? Os pretextos dos golpistas sobre militares angolanos no País, não têm fundamentos , pois, existe órgão ou existem orgãos próprios e legítimos onde este assunto possa ser debatido e resolvido, como por exemplo, no Parlamento, na Assembleia da República, onde estão representados os legítimos mandatários do Povo e da Nação. Os militares não estão representados no Parlamento guineense, pelo menos, o que eu saiba, mas sim, nos quarteis, nas casernas, cabendo-lhes a função de defender a integridade territorial de qualquer invasão estrangeira. Homens falhados como eu, não têm o direito de fazer com que os outros compatriotas também falhem e sofram ao longo da História da Guiné-Bissau, sobretudo nos últimos trinta e poucos anos . Os militares ao longo desse tempo têm feito golpes de estados e sempre têm defendido que nada pretendiam, que nada queriam em termos políticos e que o seu lugar era no quartel. Mas, o que temos vindo a assistir é a emiscuidade entre militares e políticos. Só se diferem pelo uniforme, pelas palavras, mas não nos atos. Porquê que os políticos não debateram a quetão dos militares angolanos no Parlamento?!Porquê que agora, depois das eleições, melhor dito, depois dos resultados das eleições presidenciais é que este assunto veio à baila, `a tona? Como se justifica este golpe de estado tão absurdo e triste? Por que não houve diálogo, conversações antes desse período eleitoral? Pode-se concluir, que houve cumplicidade entre militares e políticos representados no Parlamento, CONCRETAMENTE, OS ADVERSÁRIOS POLÍTICOS DO SR. CARLOS GOMES JÚNIOR NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES. Estou muito indignado com a dabandada (confusão) na Guiné-Bissau. A Comunidade Internacional não deve consentir, permitir que a impunidade seja a normalidade, a legalidade na sociedade guineense ou que a impunidade continue a ser a normalidade na consciência colectiva guineense. Nós, o povo da Guiné-Bissau, a nossa arma, é o voto nas urnas, nas eleições. É o povo que elege os seus representantes legítimos na Assembleia da República, no Parlamento. O povo não reconhece o poder dos militares politicamente, mas sim,os seus defensores dos ataques exteriores dos inimigos. O povo está a sofrer muito e já sofreu o bastante. Já chega, basta de sofrimento dos inocentes. A democracia é a essência da existência da Pátria contemporânea. Se a escolhemos desde 1994, essa forma de governo, esse pluralismo político para o aperfeiçoamento da democracia participativa, temos que continuar a apostar nela. Os guineenses querem demonstrar o seu desagrado, o seu repúdio por tudo o que tem estado a acontecer nos últimos tempos na Guiné-Bissau. A razão pela qual, vão promover uma marcha pacífica a nível internacional contra as barbaridades e ilegalidades perpetradas pelos militares e políticos fantoches , sobretudo com os políticos que participaram nas últimas eleições. Não devemos tolerar as constantes e sucessivas violações dos Direitos fundamentais do Homem. Queremos que a nossa voz seja ouvida internacionalmente, denunciando tudo o que está a acontecer presentemente no nosso País. "Tolerância zero", como dizia o Ministro dos Negócios Estangeiros português, Dr. Paulo Portas. A Comunidade Internacional deve ser implacável nas sanções a atribuir aos autores do golpe estado último. É absurdo o tal governo de Transição, uma vez que as instituições legais estavam a funcionar em pleno. A título de exemplo, todos os funcionários já recebiam os seus salários no final de cada mês. Coisa que não se verificava nos governos anteriores( digo, refiro-me ao governo deposto do sr. Carlos Gomes Júnior.)Com a ajuda da Comunidade Internacional, a carência alimentar tinha sido atenuada. Os militares que eu apelido de "abutres", devem ser definitivamente banidos de uma vez por todas da emiscuidade nas questões políticas e,acantonados nos quarteis. Só assim,a Guiné-Bissau pode inserir-se na senda do desenvolvimento e do progresso social. O ser humano Deve ser o pano De fundo Das preocupações de todo O mundo. Viva a Guiné-Bissau democrática! Abaixo o governo de Transição! Abaixo os militares, Os abutres E causas das dores! Viva o diálogo! PV CITY,(SEXTA FEIRA), 20 DE ABRIL DE 2012 MATTOS ( NDO )

0S MILITARES DA GUINÉ-BISSAU

I Os militares Que nos dão Com um pau, São os autênticos Abutres, Sintoma(sinal) da podridão Da Nação. II A minha Guiné Cai outra vez Nas mãos De um outro ditador, António Injai, O chefe das Forças Armadas À semelhança de tantos outros ditadores Que já passaram nesta nação. III Guiné "densan", Nacim Bathi Djampsan, Pnani Guiné Thi unor Parce que babukul Anor, Alabatha! IV Babuque Baboque Aluque! Pelunde Alabatha! Baboque, Caliquisse Pcisse, Adja aquesse! M,pada, Babanda, Fulacunda, Aiunth Kakanda Aiunth Pluque! V Guetchaque Baboque Blingue: -Teme, -Betame, -Kanhobe,, -Lompath, -Benhanth, -Kanouh, -Beniche, Cachobar, -Utiacor, -Pandim, -Utcunhe, -Karronkan -Begudjan, -Ptchman, -Caió, -Timath -Pepal, -Becucuth, -Becul, -Beniche, - Kapol, -Badjopi, -Bará, -Bliquisse, -Tculame, Etc., etc. .... V O povo Grita Por um objetivo: A paz completa, A liberdade, Contra a tirania, A arbitrariedade, Dos militares E de certas personalidades, Abutres Da democracia. VI As lágrimas Não cessam De verter nos olhos De bons filhos Da Guiné- Bissau, Por causa Dos traumas Que os militares Provocam, Dos crimes, tormentos E sofrimentos Que perpetuam; Daquela Bala Projetada por Ansumane Mané " Balancula Mané" e Por todos os militares.! VII Ó Mamã Guiné! Por que chora Sempre o seu filho? Quem nos trama? Quem nos tramou? Ansumane Mané? Nino Vieira? Tagma Nauwie? Verissimo Seabra? Quem nos enganou E nos colocou No entulho? VIII Será que nós não somos Filhos legítimos De Deus? O sol não brilha Tanto para nós Como para os outros?! IX Não temos Os mesmos Direitos Dos outros sujeitos? O direito À liberdade, À felicidade, À justiça E ao progresso?! X Quem são os militares Que desta vez, Pegaram em armas, Em vez De diálogio, E derrubaram O governo legítimo Do sr. Carlos Gomes Júnior?! XI Anseiam O poder Pelo poder, Sem nada saber, Sem nada conhecer E conceber, Para pura e simplemente , Fazer Sofrer O ser , O seu semelhante!!! PV CITY, 17 DE ABRIL DE 2012 MATTOS ( NDO )

A LUTA/DO POETA/ DA GAVETA/

I Choro Pelo que procuro E não encontro. Um grande malogro Em cada poro Onde respiro O ar puro. II Sou um poeta Que luta Diariamente Para tirar definitivamente Da gaveta Toda a escrita Já remota. III Mas como Chamo, Como O meu amo Anónimo Para este rumo? IV A mentira Absorve Aquela criatura Que vive Acorrentado Pela dor Do amor. V Os filhos enccontraram Um próprio Abrigo Para o aconchego Do calor e do frio E já não se lembram Do pai Que vai Caindo dia Após dia. VI Aquela Senhora Bela, Que fora O meu grande amor Outrora, É hoje, A minha grande dor; Longe Do que, ontem, imaginara! PV. CITY(DO- 14H45M), 05 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

UMA MESA CHEIA/, NENHUMA PONTA/ESTAVA VAZIA!/A MESA ESTAVA REPLETA/


I
A alegria
Espontanea,
Instantanea,
No seio da hipocrisia,
Vivemos momentos
Divertidos,
Fantásticos!

PARTO/SATISFEITO

I Parto Satisfeito, Feliz Deste país, Para o outro mundo, Encantado, Se deixar Os meus filhos Preparados Para esta vida! II Como A rir, Quando Chegar À minha vez De partir, Vendo Os meus filhos Felizes E bem orientados Para enfrentar Os desafios Do Mundo! III A minha preocupação Maior, É o amor Ao meu redor, Querendo com isto dizer, Em relação Àqueles que ainda enfrentam O desafio de inquietude, Da juventude, Da adolescência! Refiro, concretamente ao António, Ao Khally! Lisboa, 13 de Janeiro de 2012 MATTOS (NDO)

O PESO DURO/DE SER NEGRO/

I

Logo de manhã,
Meio acordado,
Meio adormecido,
Lá vai o menino
"NDO",
Lutando
Com o seu destino
Tão maligno
E quase já em nada sonha!

II

Em direcção à Escola,
De Queluz,
DOnde a janela
Ainda se lhe abre,
Do casaco se cobre,
Munido do seu sabre
Da luz
E da sua mente
Ainda brilhante,
Vai dando algum contributo
A cada semelhante
Ainda na fase de desenvolvimento.

III
O que sofro
Como negro,
É do peso tão duro
Que carrego
Como castigo
De Deus,
Ou dos meus
Parentes
Espalhados pelos quatro continentes.

IV

Melhor dito,
O meu sofrimento
Terá a ver com o que tenho
Feito
Em cada momento,
Por cada caminho
Que percorro
Com erro?
V
O estigma
Do filho de Bolama,
Estará relacionado
Com a minha cor,
Com o meu suor,
Ou que Deus
Me teria destinado
De lés a lés?

VI

O meu refúgio,
E um benefício
Para o meu ofício,
Recusado o ócio
como o vício,
Como o contágio
Do prestígio
De cada ser como um génio?

VII
Sem afecto,
Sem tecto,
Tento
Em cada momento,
O rejuvenescimento
Moral,
Físico e intelectual.

VIII
A Câmara
De Loures
Ignora
Tantas dores
De vários familiares
Sem lares,
No que concerne à habitação,
Para não falar de alimentação!

IX
Eu, filho de Bolama,
Sou a principal vítima,
Àquele que a Câmara
Algema,
Empurra
Para fora!
"Chuta" para o lixo!
Atira
Para baixo
Sem pidade,
Nem humanidade!

X

A Câmara
Me "chuta"
Para Prohabita!
Tenho que encontrar,
Procurar
A alternativa habitacional
Em qualquer local;
Não importa
Como,nem aonde!
Só me saconde
Dali do Prior Velho!
Tenho que encontrar
O meu próprio trilho,
Eu que sou tão velho!

XI

Como se costuma dizer
Na minha terra, Bolama,
Seja o que Deus quiser!
Vou com a chama
Vindo de Kantoma,
Vindo de Pelundo,
Vindo
D



O AMOR AOS FILHOS

I Na caneta Que me encanta, A ferramenta Que me levanta, Que me ergue Do fosso Profundo, Escrevo Cada verso, Porque devo, Em homenagem Ao amor Aos meus filhos! II A eles, Que nada deixo Quando morrer, A minha palavra De honra, De ternura E de bravura, Por terem aturado Esta criança chamada Ndo, Esta criatura tão difícil e conturbada! III A vida, Feita De ninharias, De alegrias E de tristezas, Eu apregoo As esperanças, Mesmo nas incertezas Em cada desafio, Em cada batalha Que se trava No dia A dia Da nossa existência Humana. IV Perdoem Os meus crassos Erros Não intencionais E casuais. V Eu bem quis Educar-vos Coveniente E humanamente. Se falhei No que planeei, Peço-vos Que me perdoem. VI A intenção Era boa, Mas,as circunstâncias E as vicissitudes Foram outras. Não foram favoráveis, E, consequentemente, Falhei, Quedei! VII É a lei divina Na espera Humana, Que impera Em cada ação Do ser humano, De cada cidadão No seu quotidiano. VIII Amo os meus filhos No fundo Do meu coração. Eles fazem-me viver cada dia. IX A dor Passa, Quando falo, Quando escrevo Sobre os meus filhos. X Duka, Sammy, Lucy, Khally, Kelcy, Lually, Ruth, Helénio, Amo-vos Muito. Autocarro(de Odivelas ou do Prior Velho- 6ª-feira, às 15h30), 13 DE JANEIRO DE 2012 MATTOS (NDO)