segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A LUTA/DO POETA/ DA GAVETA/

I Choro Pelo que procuro E não encontro. Um grande malogro Em cada poro Onde respiro O ar puro. II Sou um poeta Que luta Diariamente Para tirar definitivamente Da gaveta Toda a escrita Já remota. III Mas como Chamo, Como O meu amo Anónimo Para este rumo? IV A mentira Absorve Aquela criatura Que vive Acorrentado Pela dor Do amor. V Os filhos enccontraram Um próprio Abrigo Para o aconchego Do calor e do frio E já não se lembram Do pai Que vai Caindo dia Após dia. VI Aquela Senhora Bela, Que fora O meu grande amor Outrora, É hoje, A minha grande dor; Longe Do que, ontem, imaginara! PV. CITY(DO- 14H45M), 05 DE FEVEREIRO DE 2012 MATTOS ( NDO )

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