sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O CANTO/INFINITO

I O homem Que mais nada Tem, Vivendo na onda Do vai-vem Da vida, Sem poder construir o seu próprio Império. II A janela Que se lhe fecha, Não lhe estimula, Não lhe abre nem sequer uma brecha Para seguir em fila E, assim lhe mancha O percurso E, consequentemente,lhe impede o sucesso/progresso. III Filho de Bolama Que procura Quem apenas o ama, Quem apenas o adora, Quem não o trama, Quem não o conspira E demonstra o amor verdadeiro, Quem o prova o amor sincero. IV Porque desde pequenino, Que conheceu O abandono De quem o concebeu, Quando deixou cair o pano E não o protegeu Do demónio, Deixando-o no infortúnio. V Quero trilhar O caminho de Camões, Para não baralhar Os inocentes corações Que sonham/sonhavam trabalhar Para a felicidade das suas populações, Concretizando um sonho no(do) mar, Sempre a remar. VI Vagueando pelo mundo Fora, À demanda do desconhecido, Pernoitou na cidade de Évora, Com o intuito de estudar tudo O que apoquenta cada criatura No seu íntimo, Pois, cada qual pretende saber o máximo. VII Saber o máximo Sobre o universo, Sobre o máximo de si mesmo, Para não ficar preso Do seu egoísmo/mutismo, Foi sempre o curso Que sempre inspirou o seu espírito Para desvendar o incógnito. VIII O mar nunca dantes navegado, Inspiração dos nossos antepassados Permitiu o nosso legado Histórico,graças aos nossos aventurados/destemidos Marinheiros do Sado Que partiram de Sagres Para muitos mares (deixando os seus lares). IX O meu canto Vai bem longe Para cada canto, Onde não se foge O que eu pessoalmente pugno e luto, Onde se elege O valor do respeito Da pessoa humana como um valor absoluto. X Camões, dai-me a força Em cada letra Que eu faça, Para construir uma palavra De esperança, Que cubra O espírito No pranto/desgosto. XI Satisfeito Com o que provém Do meu espírito/pensamento, Dirijo-me aos que me servem, Neste momento, Aos que de perto e de longe vivem, As minhas palavras de gratidão Como um humilde cidadão. XII As lides Das letras, Que vós vedes Nas minhas metáforas, São simples redes, As âncoras que me seguram, Que me amparam. XIII Não fujo As regras Do pejo E, assim, prossigo com garras Como o marujo A assegurar as armaduras Reluzentes Do barco,nas paragens distantes. PV CITY (SEXTA-FEIRA, 10H45), 12 DE OUTUBRO DE 2012. / MATTOS(NDO)

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