NATIVIDADE,
A SAUDADE
É A PROVA DA
BREVIDADE
DA TEMPORALIDADE
É fácil
Escrever
Do que ler,
Porque é difícil,
Às vezes,
Compreender
Os porquês
E os meandros
Dos outros.
II
Natividade,
A dificuldade
Que me impede
Na compreensão
De cada versão,
Se prende
Não só na brevidade
Da temporalidade,
Mas também
Na durabilidade
E intransponíbilidade
Da espacialidade
Onde
Se move qualquer
Homem,
Qualquer
Ser.
III
O tempo
Que rói,
Que mói
O nosso corpo
E, finalmente,
O entrega ao grosso
Do nosso
Osso
Ao espaço
Depois da morte,
É tão breve
E leve
Que nos transporta
Para o outro planeta
Que desconhecemos,
Que, antes não imaginávamos.
IV
Escrevo,
Porque sou obrigado
A fazê-lo,
Porque tudo
Zelo
Pelo
Que devo.
V
Tu, bem
Longe,
Urge
A este homem
Pensar no seguro,
No futuro
Das nossas
Crianças
Que hoje
Estão muito dispersas.
O futuro,
O seguro
Que sempre procurei,
Nunca encontrei
E ainda não encontro,
Mas não páro.
Enquanto não morro.
O futuro,
O seguro
Que sempre procurei,
Nunca encontrei
E ainda não encontro,
Mas não páro.
Enquanto não morro.
VI
O tempo
Não nos perdoa,
O tempo
Voa
E ultrapassa
Cada
Campo
E nada
Nos avisa
Sobre a nossa
Partida
Definitiva,
Porque nascemos já à deriva.
VII
Nada somos
Depois de partirmos
Desta vida
Efémera,
Desta terra,
Para outra
Quimera!
Nós
Que queríamos
Ser felizes
Sem crises !
VIII
Hoje,
Escrevo
O que vem da minha alma,
O que não tive a oportunidade
De te dizer
Oralmente
E fisicamente,
Ou, porque não tinhas
Tempo
Para me ouvir,
Para me escutar,
Ou eu é que não te compreendia
No nosso dia
A dia.
GARE D,ORIENTE( 6ª-FEIRA, 11H14MINUTOS), 18 DE JULHO DE 2014.
KANKAMBAL MATTOS
(NDO)

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